Freddy Krueger versus Jason Voorhees (2003), a batalha do mal contra o mal, dois psicopatas se enfrentando até que um deles não exista mais. Dirigido por Ronny Yu (A Noiva de Chucky) com produção de Sean S. Cunningham & Robert Shaye.
Esta será a última vez em que o fãs terão a oportunidade de ver Robert Englund como Freddy, e o filme começa com o próprio narrando a sua origem de uma forma bastante resumida, por fim viajando até as profundezas do inferno onde lá ele encontra Jason (um prólogo para esse encontro foi mostrado nos momentos finais de "Jason Vai Para O Inferno"), que depois de sua última aparição futurista, descansa em paz na Terra, no lago Cristal.
Krueger, como não podia deixar de ser, adentra os sonhos de Jason personificando a imagem de sua mãe, que ordena que ele vá até a Rua Elm e mate algumas crianças de lá que se comportaram mal, um outro jeito de Jason dar continuidade com o que fazia em Cristal Lake, só que agora na Rua Elm. Sem perder tempo, Jason dá cabo dos jovens, enquanto Freddy, ainda sem forças para fazer o que sempre fez no mundo dos sonhos, aguarda em seu recanto até que Jason tenha matado uma boa quantidade de crianças para que Krueger se apodere de suas almas tornando-se novamente imortal.
A tarefa mais difícil aqui é para Freddy, que lamentavelmente depende de Jason, e o mais difícil para ele é que a maior parte dos jovens sequer está a par da periculosidade que o assassino representava, os pais dos jovens conseguiram tapar a existência de Krueger, exceto por um ou outro, e com a ajuda de um medicamento, esses jovens terão uma noite de sono tranquila onde sonharão o menos possível com Freddy.
Mas quando Jason rouba as vitimas de Freddy, não há outra solução a não ser confrontá-lo no mundo dos sonhos, enquanto o duelo não acontece, Freddy se diverte com os poucos jovens que ainda o temem. No mundo dos sonhos, Jason se torna completamente vulnerável, onde ele é obrigado a reviver as suas mais temorosas lembranças de infância, onde Krueger usa desde os acontecimentos no lago até a imagem de sua mãe decapitada para amedrontá-lo.
Os poucos jovens que restam acabam descobrindo a origem dos dois psicopatas, e resolvem que Freddy é o único que precisa ser detido, que sem Freddy para atormentá-lo, Jason descansaria em paz.
Enquanto ainda lhe restam forças, Freddy adentra ao ponto fraco de suas vitimas atormentando-as como de costume, sob o efeito de tranquilizantes, Jason é levado para a sua cabana em Cristal Lake, onde lá confronta Freddy no mundo real. Completamente vulnerável, Krueger ainda dá cabo de alguns jovens (como uma das ex-integrantes do grupo "Destiny's Child") enquanto tenta a todo custo nocautear Jason.
Por fim, os dois titãs, completamente feridos (Jason arranca um dos braços de Freddy com um golpe), são queimados vivos, mas Freddy, mesmo sem um braço e bastante ferido, ainda se mantém em pé, e quando se prepara para dar fim ao casal de jovens, é alvejado por Jason pelo seu facão.
A jovem decapita a cabeça de Freddy e o seu corpo cai no mar, onde lá, Jason também se encontra.
Na cena final Jason carrega a cabeça decapitada de Freddy onde com aquele seu velho charme de sempre, Freddy mostra que está mais vivo do que nunca.
Obs: Freddy retorna numa cena extra (cena deletada) apoderando-se do corpo do namorado da jovem sobrevivente, acabando por fim, assassinando-a.
No ano de 1984, "Wes Craven" cria um personagem que diferencia de todos os psicopatas que estávamos acostumados a ver, ele é Freddy Krueger, um assassino que tinha como hobby, matar inocentes crianças (o que no decorrer do post explicarei o porquê).
Craven foi o responsável pela direção, e "Robert Shaye" pela produção. Freddy se torna um personagem dos sonhos, ou seja, ele consegue um passaporte para invadir os sonhos dos jovens dando sequencia ao que ele fazia antes em vida.
Eu particularmente não sou muito amigo de A Hora do Pesadelo 1, só fui assisti-lo bem depois de eu ter conhecido a premissa por intermédio da parte 3, onde este apresenta todo o carisma por parte de Robert "Englund", você não se deparará apenas com mortes violentas e sim com um psicopata que usa de toda sua criatividade para elaborá-las, divertindo-se com cada uma delas.
É isso que torna Freddy é um personagem único, de sombrio a carismático, ele não segue um padrão específico.
Em "A Hora do Pesadelo 2: A Vingança de Freddy (1985)" vemos na visão do diretor Jack Sholder e pelo produtor Robert Shaye, o lado impiedoso do personagem, muito mais sombrio do que em seu primeiro filme.
Já em "Os Guerreiros dos Sonhos (1987)" com direção de Chuck Russel e produção do próprio Wes Craven + Robert Shaye e "Rachel Talalay" (vou explicar porque ela foi importante),vemos vários efeitos especiais, um mais legal do que o outro, em um filme que mistura horror e fantasia.
O "Mestre dos Sonhos (1988) apresenta excelentes cenas por parte da direção de Renny Harlim (que mais tarde dirigiria Sylvester Stallone em "Risco Total") e mais uma produção de Robert Shaye & Rachel Talalay.
"O Maior Horror de Freddy" (1985) dirigido por Stephen Hopkins com produção de Robert Shaye apresenta um Freddy mais sombrio, meio que um regresso, mas mantendo as mesmas características que o tornaram mundialmente conhecido.
Já em "Pesadelo Final: A Morte de Freddy" (1991), Rachel Talalay mostra toda sua versatilidade na direção, sempre com a ajuda de produção por parte de Robert Shaye.
Talalay mostra a verdadeira história de Freddy Krueger, onde em sua infância ele foi recriminado no colégio e pelos seus familiares. Destaque para a participação de Alice Cooper como o padrasto de Freddy.
Em 1994, Wes Craven dirige o filme dentro do filme, ele é também o responsável por roteiro. O que Craven queria na verdade, é um retorno do Freddy do primeiro filme, ou seja, em um tom mais sério e realista.
Mas o carisma por parte de Robert Englund rouba novamente as cenas (mais precisamente nos momentos finais)
Robert Shaye sempre colaborando na produção.
E aqui se encerra a franquia de A Hora do Pesadelo.
Mas será? Sem a parte oito? Será mesmo que acabou? Como por um fim em uma entidade imortal?
No ano de 2010, o diretor de vídeo-clips, Michael Bay, resolve trazer Freddy de volta, mas numa nova versão.
Isso não foi nada, pra piorar, Michael "ECA" Bay se encarrega da produção junto com Robert Shaye (??????????), que sinceramente, não poderia sair nada de bom com o Bay na produção um diretor de vídeo-clips na direção.
RESULTADO CATASTRÓFICO (no mal sentido da palavra), com o personagem de Wes Craven sendo completamente sepultado por esses dois INCOMPETENTES.
E os fãs se perguntam:
"POR QUE NÃO UMA SEQUENCIA DA VELHA FRANQUIA?
"PORQUE NÃO MANTER O ROBERT ENGLUND?"
"PORQUE NÃO UM DIRETOR COMPETENTE QUE REALMENTE TIVESSE BOA VONTADE PRA COM O PERSONAGEM E NÃO FIZESSE APENAS PRA FATURAR NA MOLEZA."
E hoje os fãs aguardam ansiosamente o dia em que Robert Englund retorne para o seu velho papel.
No ano de 1972, "Wes Craven" dirige uma produção sobre psicopatas intitulada "Aniversário Macabro" onde ele também escreve o roteiro, a produção do filme fica a cargo de Sean S. Cunningham.
Pronto, aqui estão todos os ingredientes para "Sexta-Feira 13" de 1980 produzido e dirigido por Cunningham , produções que atendem pelo gênero, "Filmes Sobre Seriais Killers (Slasher Movies).
Sexta-Feira 13 é praticamente uma nova versão de "Aniversário Macabro", mas do contrário deste, esta aponta algo que ressuscitaria dos mortos e daria inicio a uma longa franquia, o menino "Jason Voorhees", uma criança que nasceu deformada e com sérios problemas mentais se afoga no lago Cristal onde os salva-vidas estavam ocupados (fazendo sexo) para socorre-lo.
A mãe de Jason, Pamela Voorhees, jura vingança, e é o que ela faz com todos os jovens que passam suas férias no lago. No momento em que ela é brutalmente decapitada por uma jovem (a única que sobrevive a chacina), Jason retorna da morte e dá continuidade ao trabalho de sua mãe.
Na segunda parte de Sexta-Feira produzida em 1981 dirigida por Steve Miner (a mais assustadora e a melhor na minha opinião), este que também colaborou na produção de "Aniversário Macabro", Jason é apresentado primeiramente usando um capuz na cabeça (escondendo sua deformidade).
Miner mantém todo um realismo, fazendo com que acreditemos que esse ser hediondo esteja realmente rondando aqueles bosques.
Já em Sexta-Feira 13 Parte 3 (1982), Miner apresenta uma versão não tão assustadora de Jason, mas mesmo o filme de uma forma ou de outra carregava aquele velho clima de seu antecessor.
Seguimos para a parte 4 (1984), sob a direção de Joseph Zito (que anos mais tarde dirigiria produções do gênero da ação protagonizadas por Chuck Norris e Dolph Lundgren).
Destaque para a participação de "Corey Feldman" (Os Goonies, Conta Comigo, Os Garotos Perdidos)
A parte 4 poderia ter sido um final honroso para a série, mas o que se seguiria se torna uma tentativa frustrada como uma nova versão do psicopata, "O Novo Jason", o que não se viu por parte do diretor Danny Stainmann, e olha que ele teve boas chances.
Mas em 1986 o diretor Tom McLoughlin dá continuidade ao que vimos na parte 4, Jason está sossegadamente enterrado com os vermes devorando os seus restos mortais. Ele volta a vida depois de uma tentativa absurda de se certificarem se ele está realmente morto.
A parte 6 é nada mais do que um retorno do assassino, mas no geral é um filme que ganha status apenas por estampar muitas das prateleiras de locadoras em seus tempos de VHS.
Destaque para a trilha sonora por parte de Alice Cooper (Hard Rock Summer, Teenage Frankenstein, The Man Behind The Mask) e outros artistas como "Felony: Animal".
Em "A Matança Continua" (1988), dirigido por John Carl Buechler, Jason enfrenta uma garota com poderes paranormais, ela usa de tudo o quanto é efeito Poltergeist pra cima dele (o termo "Poltergeist" eu tirei de um review da revista SET: Cinema e vídeo anos atrás, "risos").
Já em "Jason Ataca Nova York", o diretor Rob Hedden confunde tudo, o espectador acaba não entendendo nada, mas mesmo assim engolindo cada momento contraditório que se segue, mais precisamente quando Jason atormenta uma pobre moça em sua versão infantil, onde mesmo em imaginação ele é praticamente normal, ou seja, absolutamente nada a ver com aquela criança de expressão grotesca.
Em "Jason Vai Para O Inferno (1993)", ocorre um fato curioso, o diretor Adam Marcus + o produtor Sean S. Cunningham, acabam por sepultar toda a reputação de Jason. Aqui, o assassino leva bala da polícia e retorna como uma entidade demoníaca apoderando-se do corpo das pessoas, obviamente fazendo com que elas matem sob o seu domínio.
Ridículo, embora que poderia sim vir a ocorrer (já visto que Jason é um ser sobrenatural), mas a execução compromete toda a ideia. O mesmo erro que "Harvey Bernhard" cometeu ao escrever o roteiro pós trilogia de "A Profecia" incluindo a sua inexpressiva refilmagem produzida no ano de 2006.
Mas o pior viria com a versão futurista do psicopata produzida no ano de 2001, dirigida por James Isaac e produzida por Noel Cunningham e Sean S Cunningham como execução e produção.
A única reação que os fãs tiveram desse resultado, foi
?????????? (Cunningham andou cheirando o que?)
No ano de 2009, o diretor Marcus Nispel (refilmagem de O Massacre da Serra Elétrica e Conan: O Bárbaro) + Michael Bay (ECA!) e Sean S Cunningham, apresentam aos fãs do psicopata a sua nova versão, onde mesmo lembrando aqueles bons e velhos momentos de sua série, não foi o suficiente para os fãs se contentarem.
Apesar dos exageros nele contidos, este que vos fala até conseguiu curtir essa nova versão, mas não seria um filme do personagem em que eu assistiria várias e várias vezes como é o caso de sua antiga franquia, apesar da bizarrice que ela acabou se tornando. Eu particularmente só consigo assistir várias vezes da parte 1 ao 8, passou disso, já era.
O filho do diabo, o anticristo, nasceu do ventre de uma fêmea do Chacal, o seu propósito, fazer com que a raça humana se acabe para assim fazer prevalecer o seu falso reinado na Terra.
Richard Donner apresenta em "A Profecia" um suspense psicológico completamente inovador, que o diferenciaria de outras produções da mesma temática.
Gregory Peck, o embaixador da Grã-Bretanha, protagoniza o pai adotivo do pequeno anticristo (interpretado com maestria por "Harvey Stephens") e "Lee Remick" como sua mulher, que herdaria toda a sua herança, se não tivesse sido antecipadamente morta pelas forças do Príncipe das Trevas.
A fotografia é espetacular, onde o roteiro por parte de "David Seltzer", apresenta os apóstolos de Satã, incluindo um padre que caiu em desgraça e agora deseja ser perdoado por Cristo tentando a todo custo alertar o embaixador sobre o grave perigo que o aguarda, onde a sua falta de fé apenas facilitaria o trabalho do Diabo pra com o seu filho (lembrando que ambos "Deus e o Diabo" foram criados a partir da imagem do homem).
A sequencia feita no ano de 1978, "Damien: A Profecia II" torna a Saga do Anticristo cada vez mais interessante, agora ele não é mais uma criança e está plenamente convicto de quem ele realmente é e qual o seu propósito, destaque para a belíssima atuação por parte de "Jonathan Scott-Taylor".
E por fim, em "A Profecia III: O Conflito Final" de 1981, vemos o filho do Diabo não poupando esforços para destruir o a criança de luz, o próximo Jesus Cristo enviado a Terra pelo Todo-Poderoso para livrar-nos de todo o mal. A criança e as sete espadas de Megido são as únicas coisas que se interpõem entre o príncipe das trevas e o seu filho.
A batalha final entre o Anticristo e o próximo Jesus Cristo não acontece, mas assim como os discípulos de Satã, Cristo terá um reforço ainda maior, a sua fé.
O mal é vencido, mas, uma novo mal nascerá, desta vez na forma de uma menina (fruto do relacionamento do Anticristo com uma jornalista), o filho do diabo agora incorporado na forma de uma menina.
Uma sequencia completamente DESNECESSÁRIA, não tanto pela escolha da atriz, mas pelo roteiro, completamente apático e forçado, com cruzes invertidas a todo momento e blasfêmias, o que se tornaria corriqueiro em toda e qualquer produção dos tempos de hoje.
"A Profecia IV: O Despertar", é dirigido por "Jorge Montesi" e "Dominick Othenin-Girard" (que dirigiu aquela porcaria de "Halloween V") e escrito por "Brian Taggert", "Harvey Bernhard" e "David Seltzer", enfim, nem com os mesmos colaboradores da obra original, essa sequencia conseguiu render (vide outros exemplos onde até o próprio "Sam Raimi" colaborou na refilmagem de "A Morte do Demônio" onde no fim, não ajudou em nada).
Mas o pior estaria por vir, uma refilmagem da obra de Donner, dirigida por John Moore e também escrito por David Seltzer, e pra PIORAR AINDA MAIS, afundou de vez a reputação da atriz "Mia Farrow" ("O Bebê de Rosemary") ao protagonizar a babá do pequeno Anticristo, "Mrs. Baylock".
Assim como "O Exorcista", e "A Morte do Demônio", A Profecia foi lamentavelmente vitima de uma franquia insossa, mas nada tirará o mérito de sua inigualável trilogia.