quarta-feira, 29 de julho de 2026

Homem Aranha: Um Novo Dia é a prova de que a Marvel não quer evoluir nos cinemas.


Depois que o Homem-Aranha saiu da Sony e foi para a Marvel, tudo ficou ainda mais chato, pois o padrão dos estúdios da Marvel para com seus filmes, é sempre o mesmo... quando parece dar certo, vemos que se trata de um falso pretexto para a construção de um novo universo... assim como se deu com o Hulk, em Vingadores (2012), ele esmaga, mas somente para validar a formação dos Vingadores.

"Homem-Aranha: Um Novo Dia" é uma chatice que só o universo cinematográfico da Marvel poderia apresentar hoje em dia, é difícil de acreditar que Tom Holland é Peter Parker e não apenas mais um ator selecionado por uma agenda. A adolescente Jean Grey (Sadie Sink), é praticamente uma cusparada na cara dos fãs de X-Men, levando em conta a icônica Jean, de Famke Janssen, longe de ser substituída.

Frank Castle, o Justiceiro (Jon Bernthal), é uma mistura entre personagem paspalhão e aquele que se torna a voz da razão, embora sua mudança de tom seja algo absurdo da Marvel, diferente da abordagem adulta do episódio especial exibido pela Disney. Castle, queimou o filme aqui, isso é deprimente.

Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo), não sabe da onde veio e nem para onde vai... a pressa do roteiro em trazer de volta um Hulk selvagem e monstruoso, é tanta, que a explicação de como ele voltou a ser selvagem, simplesmente não acontece, exceto para uma a parcela de fãs no TikTok. Uma vez que o alter ego de Banner se acovardou em Guerra Infinita, tornando-se um nerdola em Ultimato, e se estabelecendo com essa versão na série da Mulher-Hulk, qualquer filme onde ele se torna novamente um monstro, não deve ser levado a sério, afinal, o Hulk frouxo e abobalhado, é a cara do MCU.

"Homem-Aranha: Um Novo Dia" não aprendeu nada com o heroísmo de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, este que ao menos mostrou como fazer um filme de super-herói em tempos difíceis.


Sinopse: Um Peter Parker esquecido vive sozinho como Homem-Aranha em tempo integral, até que uma pressão crescente desencadeia uma mudança perigosa e um novo e poderoso inimigo surge.

Direção: Destin Daniel Cretton.
Roteiro: Chris McKenna & Erik Sommers.
Elenco: Tom Holland, Zendaya, Mark Ruffalo, Jon Bernthal, Jacob Batalon & Sadie Sink.

terça-feira, 28 de julho de 2026

[SPOILERS] - Participação pífia do Hulk em Homem-Aranha: Um Novo Dia.


A situação do Hulk nas mãos da Marvel nos cinemas, é tão deplorável, que sua retomada de 2008, foi, de alguma forma, inocentada com o tempo. Tanto o filme de 2008, como o de 2003, são da Universal.

Nas mãos dos estagiários da Marvel, o Hulk passou por situações embaraçosas como essas:

1- Mudança de ator, de Edward Norton (que queria um filme solo do Hulk na atmosfera de O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan), para Mark Ruffalo, que após Os Vingadores (2012), não conseguiu ser levado a sério.

2- Ação, ação... piada, piada... tudo isso é o Hulk de Mark Ruffalo em Vingadores: Era de Ultron (2015).

3- Banalização total em Thor: Ragnarok (2017), infantilizando a persona selvagem do Hulk nos quadrinhos, com serviços de fã e muita galhofada.

4- Hulk leva uma surra histórica do Thanos em Vingadores: Guerra Infinita (2018).

5- Bruce Banner adquire o controle sobre o Hulk, apenas para se tornar uma versão muito mal representada das histórias em quadrinhos em Vingadores: Ultimato (2019).

6- O Hulk é colocado na série da Mulher-Hulk (2022) apenas para ser humilhado pela mesma.


Partindo para o retrocesso que foi apresentado em Homem-Aranha: Um Novo Dia.


O estado de Bruce Banner no final do filme:
Preso em uma ala psiquiátrica.

Nem o Banner nem o Hulk se lembram de Peter Parker.

Depois que Banner entra em um estado de fúria incontrolável porque Jean Grey mexeu com a mente dele, uma ambulância o leva embora, e uma reportagem informa que ele foi internado em uma instituição de saúde mental.

A interferência de Jean fez Bruce regredir totalmente ao estado de Hulk Selvagem.

Fica fortemente implícito que o Hulk — ou o Banner dentro do Hulk — se lembra de Peter. O Hulk está prestes a estrangulá-lo durante uma luta quando Peter lhe faz um apelo, dizendo seu nome; segue-se um longo close-up dos olhos do Hulk, após o qual ele voluntariamente perde a luta e se entrega.

Ele sai numa maca e é levado pela ambulância.


sexta-feira, 17 de julho de 2026

Paramount vai produzir reboot de ‘A Hora do Pesadelo’ em acordo com o espólio de Wes Craven.


Freddy Krueger está pronto para mais um close-up.

A Paramount fechou um acordo pelos direitos nos EUA para adaptar o roteiro original de "A Hora do Pesadelo" (*A Nightmare on Elm Street*), sob seu novo selo de gênero, a Paramount Primal. Os direitos para o mercado americano estão sendo licenciados junto ao espólio de Wes Craven, representado por sua viúva, Iya Labunka, e seu filho, Jonathan Craven. A dupla produzirá o filme ao lado de Marc Toberoff, advogado que ajudou a família do cineasta a recuperar a propriedade do filme que deu origem à franquia.

O filme, ainda sem título, está em desenvolvimento pela Paramount Primal. Detalhes da trama ainda não foram revelados, mas a história se passará no universo de "A Hora do Pesadelo" e terá como base o primeiro filme, de 1984. Isso significa mais de Krueger, o icônico assassino de crianças de rosto queimado e garras de metal.

O novo selo de gênero da Paramount é liderado por J.D. Lifshitz e Raphael Margules, a equipe de produção responsável por títulos como "Weapons", "Barbarian", "Companion" e "Friendship".

"Jonathan e eu estamos muito empolgados com a parceria com J.D. e Rafi, bem como com a equipe fantástica que eles reuniram na Paramount Primal", disse Labunka em um comunicado. "Estamos ansiosos para levar o universo de 'A Hora do Pesadelo', de Wes Craven, a uma nova geração de fãs totalmente engajados. Sabemos que Wes ficaria encantado ao ver como o terror está ocupando seu lugar — há muito merecido — no cânone cultural. Mal podemos esperar para nos sentarmos todos juntos em uma sala de cinema escura — ao redor da fogueira dos tempos modernos — enquanto o próximo capítulo da história de 'A Hora do Pesadelo' se desenrola."

A Paramount Pictures também revelou que o selo anunciado anteriormente se chamará Paramount Primal. O selo fará parcerias com contadores de histórias promissores e cineastas consagrados para produzir filmes com orçamentos inteligentes nos gêneros de terror, comédia, ação e ficção científica.

Lifshitz e Margules atuarão como produtores executivos pela Paramount Primal. A WME, a Industry Entertainment e o escritório Ziffren Brittenham LLP representam o espólio de Wes Craven.

Krueger apareceu em nove filmes, além de uma série de TV e videogames. Ele foi visto pela última vez espalhando o terror nas telas no *reboot* de 2010, "A Hora do Pesadelo" (*A Nightmare on Elm Street*), que arrecadou mais de US$ 117 milhões com um orçamento de US$ 35 milhões. A New Line lançou anteriormente os filmes da franquia "A Hora do Pesadelo" e detém os direitos internacionais da série. A Paramount está em processo de aquisição da Warner Bros. Discovery, empresa controladora da New Line.