Sinopse:
Na paisagem consumada do deserto onde a humanidade é quebrada, dois rebeldes se juntam para restaurar a ordem: Max (Tom Hardy), um homem de ação e poucas palavras, e Furiosa (Charlize Theron), uma mulher de ação que procura uma forma de retornar ao seu lar de infância.
Não podia ser diferente, para George Miller, a sua franquia de Mad Max tinha todos os elementos para uma retomada que faria a alegria daqueles que depreciam algo com mais conteúdo e até mesmo clímax como é o caso do primeiro filme da franquia, o clássico de 1979.
No primeiro filme, nós sentimos na pele o que levou o pacifista Max a se tornar um justiceiro das ruas, vagando por esse mundão de Deus até ser reconhecido como salvador, rótulo que não cairia tão bem em alguém que de herói passaria a se tornar anti-herói.
A franquia de Miller se encerra com o justiceiro e sua incansável jornada.
Partimos então para uma retomada aos tempos modernos, o filme seria mais grandioso, com mais ação, agora em 3D, perfeito para IMAX.
Aqui Max é vivido por Tom Hardy ("Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge") que nos créditos iniciais perde os seus aliados para a trupe de um ditador que tem como objetivo extrair a mineração de água dos povos, sozinho ele acaba obtendo ajuda de uma lutadora rebelde e a sua trupe, mantendo resistência a tirania a todo custo.
Notaram a semelhança?
Personagens sem carisma, cenas de ação mal executadas e repletas de efeitos computadorizados baratos, mais falso impossível. Esqueça o roteiro, o povão quer AÇÃO!
Esse é o Novo Mad Max de George Miller, uma rendição ao que o cinema se propõe hoje em dia, um festival de ação desenfreada na pior execução possível.
O filme teve um orçamento de 150 milhões apenas, óbvio que não se seguraria na fotografia e tão pouco nas tomadas de ação.
Roteiro fraquíssimo, nada se salva.
A Evolução: vermos nossos heróis ganhando vida nas telonas com toda tecnologia disponível.
Mas antes de comentarmos todo esse avanço vamos retornar a época em que ficávamos com os olhos grudados na TV aguardando o seriado de nossos personagem favoritos.
Não dá pra esconder, a série do Escalador de Paredes (O Amigão da Vizinhança) era impactante para a época. A gente ansiava pelo momento em que o fotógrafo Peter Parker saísse de cena para a entrada do herói no combate ao crime.
Enquanto a da Mulher Maravilha nos abrilhantava com a beleza inconfundível por parte da atriz Lynda Carter.
Já o seriado do Homem- Morcego, convenhamos, era o mais cafona de todos.
Capitão Marvel também marcava presença:
(Obs: MARVEL=Maravilha)
O Sentinela da Liberdade também teve a sua vez.
Mas o melhor seriado foi mesmo aquele sobre um certo Golias Esmeralda.
Partimos então aos filmes, e o Homem de Aço estava em boas mãos.
Na década de 90 The Flash também teve o seu devido destaque...
...culminando em um telefilme da Liga da Justiça (1997)
E olha o Quarteto Fantástico ai, e ainda com produção do Roger Corman.
Anti Heróis também teriam a sua vez!
Considerando que a série televisiva do Capitão América era cafona demais, o personagem recebeu uma nova chance com um filme dirigido por "Albert Pym" (Cyborg, O Dragão do Futuro)
Certos personagens com suas respectivas vestimentas dependendo era difícil abordá-los de forma séria, ainda mais em telefilmes ou seriados. A série do Hulk por exemplo beirava ao drama cotidiano, muito bem escrito e atuado, já o filme do Superman caminhava na mesma linha, e sua primeira adaptação para os cinemas é vista até hoje como o suprassumo dos filmes de super-heróis, nada poderia igualar.
Mas o Batman obteve uma nova chance by Tim Burton (Edward, Mãos de Tesoura)
Mas foi caindo...
Até despencar de vez!
Enfim, quem viveu essas três décadas (70/90/90) sabe que efeitos especiais não era o foco e sim um bom roteiro + elenco, desenvolvimento e interpretação.
Chega o novo milênio e com ele uma nova leva de filmes de super-heróis, agora adaptados com mais "fidelidade" lembrando as histórias em quadrinhos da qual provém suas criações originais.
Homem-Aranha seria dirigido por Sam Raimi (A Morte do Demônio) contando no elenco com a deslumbrante Kirsten Dunst (Entrevista Com O Vampiro) e por um desconhecido Tobey Maguire...
...se sucedendo com a parte 2...
...por fim a parte 3 encerrando a franquia de Raimi.
Falho, o que ao meu ver não se deu pelo fato de querer ser uma HQ mas sim pela produção com uma computação gráfica exagerada e atuações não convincentes.
Mas o Aracnídeo teria duas novas oportunidades, que na minha opinião o prejudicaram ainda mais.
Creio que se possa dizer o mesmo com o Quarteto Fantástico, mas que do contrário de O Homem Aranha o primeiro filme da equipe é um PÉ NO SACO!
(Destaque para o ator Chris Evans que foi recrutado para o papel de um jovem mala, que é exatamente o que ele fazia aqui)
Nem o Surfista Prateado ajudou.
E mais uma chance, agora prometendo mais "obscuridade".
A franquia dos heróis mutantes...
...culminando em um filme solo para o personagem mais popular.
Realmente "imortal".
E o universo mutante é expandido.
Reparem quantas oportunidades foram concedidas a esses personagens, o que dependendo quando mais mexiam mais complicavam.
O Homem Sem Medo e a Ninja Mercenária também tiveram a sua vez.
Batman passa a ser mais obscuro do que era com a versão de Burton.
Até ser salvo por Christopher Nolan de se tornar uma piada de mal gosto.
Tal abordagem sombria é também concedida ao Homem de Aço.
Em 2003 o incrível Hulk ganha o seu primeiro filme para os cinemas, todo existencial focado no drama do Dr. Bruce Banner...
Que em 2008 acabou sendo retomado pelos estúdios da Marvel numa versão completamente genérica.
Outro Hulk em Computação, outro ator escolhido (terceira alteração) e outra abordagem, agora trocando o drama e a ação genérica pelo senso de humor.
Quando um filme não dá certo ele passa despercebido assim como foi com o Lanterna Verde.
O Justiceiro retornou para uma versão mais "fiel" aos quadrinhos, mas que se perdeu gradativamente no excesso de violência exagerada no quesito fotografia e até mesmo um Anti Herói muito mais moderado na versão de Thomas Jane..
É isso, retomadas aqui e ali, da forçação a comédia e obscuridade sem limites. Esses são os filmes de super-heróis atualmente.
Mas a pergunta que fica é:
de tantas mudanças chegará o dia que acertarão a mão?
Cabe a resposta taxativa considerando as inúmeras tentativas:
NÃO!
Penso aqui caso toda essa tecnologia digital estivesse disponível numa época em que o cinema norte americano era levado a sério.
Diretores como Joss Whedon acabariam sendo demitidos por sua visão completamente calhorda a obras cinematográficas, que é o que apresenta a mais recente produção "Vingadores: Era de Ultron", a sequencia de seu antecessor, que apesar de não manter um orçamento acima da obra mais recente, pelo menos deu um propósito ao universo da Marvel dos quadrinhos para os cinemas.
A partir do momento em que nos deparamos com atores como James Spader encarnando um vilão pra lá de caricato com seus monólogos exaustivos, uma certa duvida paira em nossas mentes sobre qual das duas pessoas deveriam ser fuziladas sem misericórdia, o diretor ou o ator?
Áudio perturbador somando com cenas de ação exaustivas e humor forçado. Esse é Os Vingadores 2, agrade ou não, a verdade é que a fórmula por mais incrível que pareça ainda não se tornou saturada perante o público. Eles anseiam por mais, querem se divertir a todo custo, mesmo com todo exagero possível.
Mas o fato, é que perto do Batman de Christopher Nolan, e até mesmo do Superman de Zack Snyder, "A Era de Ultron" não passa de uma brincadeira de criança, digno de um clipe da banda Molejo, embalando os comerciais da Sessão da Tarde da Rede Globo em suas piores épocas.
Os Vingadores 2: A Era de Ultron é como a franquia de Os Mercenários de Sylvester Stallone: insossa, mal feita, sem narrativa e sem qualquer preocupação com roteiro e desenvolvimento, o que importa é a satirização de todos esses personagens das histórias em quadrinhos.
Não há muito o que falar sobre o filme, ele apresenta tantos personagens em demasia que não significaria problema para uma reformulação na equipe.
Ele apresenta várias referências aos quadrinhos? Sim, apresenta, mas nada que um dia se concretizaria como um sonho do leitor de poder assistir um filme mantendo como foco a verdadeira história de seu personagem favorito.
Portanto, não espere nada de Os Vingadores 2, exceto o que ele tem como propósito para apresentar ao público, goste ou desgoste.
Obscuridade nos filmes da Marvel, mais precisamente se tratando das adaptações solos de seus personagens, não está caminhando muito bem. Depois do último "Homem de Ferro" e "Thor", que na verdade é a construção para o que será "Os Vingadores 2", a casa das idéias no ramo cinematográfico no máximo vem causando marasmo após o resultado pra lá de sucedido com "Os Vingadores".
Não que a primeira fase nos cinemas tenha sido muito boa, tivemos o bem sucedido "Homem de Ferro" (hoje não consigo mais assistir esse filme, porque será?), "O Incrível Hulk" (2008) como um filme completamente genérico e o bem sucedido "Thor", este que na verdade serviu de maior importância para a reunião de todos esses personagens em um só filme, afinal o vilão de Os Vingadores, veio graças ao Thor.
Capitão América, O Soldado Invernal, não começa de forma cansativa, muito pelo contrário, é interessante ver o Sentinela da Liberdade de volta a ação contra personagens clássicos dos quadrinhos (Georges Batroc), as cenas de luta ficaram bem legais, não dando oportunidade de percebermos um uso abusivo por parte da computação gráfica, o que não se pode dizer da metade pro fim.
O personagem de Robert Redford, que representa os planos maquiavélicos por parte da "Hidra", acaba tendo uma atuação até interessante, mas que lamentavelmente se desgasta ao excesso de diálogos no decorrer da trama. Nick Fury, Viúva Negra e Maria Hill assim como a S.H.I.E.L.D., dão as caras, nada para se estranhar, a sequencia abre espaço para novos personagens, "O Falcão", e o personagem título do filme, que na verdade é o velho amigo e companheiro do herói, Buck Barnes, mas isso já tínhamos em Homem de Ferro 2 com o Máquina de Combate, onde no fim não acabou acrescentando em muita coisa para tentar fazer com que a sequencia tentasse dar um direcionamento diferente tornando-se melhor do que o primeiro filme.
A superintendência humana de intervenção e espionagem, cai perante a terrível Hidra, que tem grandes planos para os heróis, como por exemplo, usar grandes ameaças da Terra (Bruce Banner/Hulk) e feiticeiros (Stephen Strange/Dr. Estranho) a seu favor.
Contendo cenas pós créditos, como dois personagens (Mercúrio e Feiticeira Escarlate) que serão os novos integrantes dos Vingadores, e uma deixa para Capitão América 3, essa nova sequencia da Marvel é apenas mais um filme genérico, tanto quanto o primeiro.
Marcus Nispel foi o responsável pela última retomada da franquia Sexta-Feira 13 no ano de 2009, como já disse em várias postagens desse Blog, a ideia não fui um completo fiasco, muito pelo contrário, abriu as portas para uma nova franquia.
Acontece que o projeto não teve o mérito merecido com os estúdios da Paramount concedendo uma nova oportunidade para o bom e velho Jason Voorhees desta vez com David Bruckner responsável por V/H/S um produção amadora de 2012 nos mesmos moldes de "A Bruxa de Blair", projeto que se estendeu com o promissor "Atividade Paranormal 1" (Versão Original) mas que acabou tendo resultados abaixo da média com "Coverfield" e tantas outras produções na mesma linha.
Vamos pensar um pouco, A Bruxa de Blair 1 na minha opinião é um filme deveras assustador, apresentar Jason como um psicopata pra lá de realista seria uma ideia assustadora caso exista o diretor certo pra isso.
A Paramount confirmou a retomada de Sexta-Feira 13 para 13 de Março de 2015.