A escassez do cinema de horror é tanta, que "A Bruxa" veio na hora certa. Quando os monstrengos feitos por base da computação gráfica não convencem tão pouco as mil e umas atrapalhadas de "Annabelle e Cia", essa produção independente mostra como o gênero pode incorporar todos esses elementos dosadamente a um nível pra lá de promissor.
Na linha de "O Exorcista", "O Bebê de Rosemary" e "A Profecia" (1976), a Bruxa cumpre com o seu papel em elevar cada vez mais o clima de tensão e perturbação no espectador que não se via desde o bem sucedido "A Bruxa de Blair".

Com uma fotografia impecável e trilha sonora pra lá de endiabrada, "A Bruxa" fará com que você comprove tudo isso em uma hora e trinta e dois minutos de duração, com tudo jogado escancaradamente na cara daqueles desacostumados com produções desse tipo suscetíveis a sustinhos fáceis.
Uma verdadeira obra-prima.
Escrito e dirigido por Robert Eggers.
Análise do filme em Podcast.
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