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quarta-feira, 31 de março de 2021

Salò ou os 120 Dias de Sodoma.

 




































Salò, ou os 120 dias de Sodoma é um filme de 1975 dirigido por Pier Paolo Pasolini. O filme é uma adaptação do livro de 1785 (publicado pela primeira vez em 1904) The 120 Days of Sodom, do Marquês de Sade, ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, e foi o último filme de Pasolini, sendo lançado três semanas após seu assassinato.

O filme se concentra em quatro libertinos italianos ricos e corruptos na época da república fascista de Salò (1943–1945). Os libertinos sequestram 18 adolescentes e os submetem a quatro meses de extrema violência, sadismo e tortura sexual e psicológica. O filme explora temas de corrupção política, consumismo, autoritarismo, niilismo, moralidade, capitalismo, totalitarismo, sadismo, sexualidade e fascismo. A história é em quatro segmentos, inspirada na Divina Comédia de Dante: o Anteinferno, o Círculo das Manias, o Círculo do Excremento e o Círculo de Sangue. O filme também contém referências frequentes e várias discussões do livro de Friedrich Nietzsche de 1887 Sobre a Genealogia da Moralidade, o poema de Ezra Pound "Os Cantos" e a sequência do romance de Marcel Proust "Em Busca do Tempo Perdido".

Estreando no Festival de Cinema de Paris em 23 de novembro de 1975, o filme teve uma breve exibição teatral na Itália antes de ser proibido em janeiro de 1976, e foi lançado nos Estados Unidos no ano seguinte em 3 de outubro de 1977. Porque retrata jovens sujeitos a violência gráfica , tortura, abuso sexual e assassinato, o filme foi polêmico no seu lançamento e permaneceu proibido em vários países até o século 21.

A confluência de conteúdo temático no filme - variando do político e histórico-social ao psicológico e sexual - levou a muitas discussões críticas. Ele foi elogiado e condenado por vários historiadores e críticos de cinema e foi nomeado o 65º filme mais assustador já feito pela Chicago Film Critics Association em 2006. É também o tópico de lançamento na The Penguin Encyclopedia of Horror and the Supernatural (1986).

O filme é dividido em quatro segmentos com legendas, inspirados na Divina Comédia de Dante: 

Anteinferno
Em 1944, na República de Salò, a parte da Itália ocupada pelos fascistas, quatro homens ricos no poder, o Duque, o Bispo, o Magistrado e o Presidente, concordam em se casar com as filhas um do outro como o primeiro passo em um ritual de deboche. Eles determinam que, quando chegarem à mansão, suas filhas devem estar completamente nuas o tempo todo. Eles recrutam quatro adolescentes para atuarem como guardas (vestidos com os uniformes da Decima Flottiglia MAS) e quatro jovens soldados (chamados de "garanhões", "travadores de galo" ou "filhos da p*ta"), que são escolhidos por seus p*nis grandes. Em seguida, eles sequestram muitos jovens, dos quais nove rapazes e nove moças foram escolhidos a dedo e levados para um palácio perto de Marzabotto.

Círculo das Manias / Girone delle Manie 
Acompanhando os libertinos no palácio estão quatro pr*stitutas de meia-idade, também colaboradoras, cujo trabalho é orquestrar interlúdios debochados para os homens, que exploram sadicamente suas vítimas. Durante os muitos dias no palácio, os quatro homens planejam torturas e humilhações cada vez mais abomináveis ​​para seu próprio prazer. Durante o café da manhã, as filhas entram no refeitório nuas para servir a comida. Um dos garanhões tropeça e est*pra uma filha na frente da multidão, que ri de seus gritos de dor. Intrigado, o presidente leva vários escravos antes de incitar o garanhão a fazer sexo *nal nele e o duque canta "Sul Ponte di perati". A signora Vaccari usa um manequim para demonstrar aos rapazes e moças como se m*sturbar corretamente um p*nis e uma das meninas tenta escapar, mas tem a garganta cortada. A Signora Vaccari continua com sua história. Duas vítimas, Sergio e Renata, são obrigadas a se casar. A cerimônia é interrompida quando o duque acaricia várias vítimas e prostitutas. No final, Sergio e Renata são obrigados a se acariciar e os homens os est*pram para impedir que façam sexo. Durante isso, o magistrado se envolve com o duque em relações sexuais triplas.

Outro dia, as vítimas são forçadas a ficar nuas e agir como cachorros. Quando uma das vítimas, Lamberto, se recusa, o magistrado o chicoteia e tortura a filha do presidente, induzindo-a a comer uma fatia de bolo com pregos.

Círculo da M*rda / Girone della M*rda
A signora Maggi relata sua infância conturbada e sua coprofilia. Enquanto ela conta sua história, o presidente percebe que um dos jovens tem uma ereção e o acaricia; outro garanhão usa a mão de uma vítima feminina para se m*sturbar. Ela também explica como matou a mãe em uma disputa sobre sua pr*stituição e Renata chora, lembrando do assassinato da própria mãe. O duque, sexualmente excitado com o som de seus gritos, começa a abusar dela verbalmente. O Duque ordena aos guardas e garanhões que a despojem. Durante isso, ela implora a Deus pela morte e o Duque a pune defecando no chão e forçando-a a comer suas fezes com uma colher. O Presidente sai para se m*sturbar. Mais tarde, as outras vítimas são presenteadas com uma refeição de fezes humanas. Durante uma busca pela vítima com as nádegas mais bonitas, Franco é escolhido e promete a morte no futuro.

Círculo de Sangue / Girone del Sangue
Mais tarde, há um casamento semelhante à Missa Negra entre os garanhões e os homens de poder. Os homens furiosamente mandam as crianças rirem, mas eles estão muito tristes para fazê-lo. O Pianista e a Signora Vaccari contam piadas sombrias para fazer as vítimas rir. A cerimônia de casamento acontece com cada homem poderoso trocando alianças por um garanhão. Após o casamento, o Bispo consume o casamento e recebe sexo *nal intenso de seu garanhão. O Bispo então sai para examinar os cativos em seus quartos, onde eles passam a se trair sistematicamente: Claudio revela que Graziella está escondendo uma fotografia, Graziella revela que Eva e Antiniska estão tendo um caso sexual secreto. A vítima Umberto Chessari é nomeado para substituir Ezio, que é morto a tiros por ter feito sexo com um dos funcionários.

Perto do final, as vítimas restantes são convocadas para determinar quais delas serão punidas. Graziella é poupada devido à sua traição de Eva, e Rino é poupado devido à sua relação submissa com o Duque. Aqueles que são chamados recebem uma fita azul e são condenados a uma morte dolorosa, enquanto aqueles que não foram chamados, enquanto continuaram colaborando com os libertinos, podem esperar voltar para casa. As vítimas se amontoam e choram orando no banheiro. Eles são então levados para fora e est*prados, torturados e assassinados por métodos como marcar, enforcar, escalpelar, queimar e ter suas línguas e olhos cortados, enquanto cada libertino faz sua vez para assistir como um voyeur (indivíduo que experimenta prazer sexual ao ver estímulos sexuais, objetos associados à sexualidade ou o próprio ato sexual praticado por outros). Os soldados apertam as mãos e se despedem. A pianista, olhando pela janela aberta, de repente percebe com horror as atrocidades que estão sendo cometidas e, ao sair, se joga para a morte.

A música sombria das sequências finais é Veris Leta Facies, do compositor alemão Carl Orff, usada do texto de Carmina Burana.

A cena final do filme é de dois jovens soldados, que testemunharam e colaboraram em todas as atrocidades, dançando uma simples valsa juntos; um pergunta o nome da namorada do outro em casa e o filme termina.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

[Analisando a película 'O Anticristo'] A versão italiana de 'O Exorcista'.



Uma jovem paralisada fica possuída pelo Diabo quando uma sessão de hipnose - destinada a curar sua deficiência - desperta acidentalmente lembranças de sua vida passada como uma bruxa.
Clique aqui para maiores informações sobre o filme.




The Antichrist (1974) - Trailer


Ippolita Oderisi: Desta vez eu vou vencer. Todos vocês estão com medo, seus potes fedorentos de m*rda!

400 anos atrás, O Diabo foi exorcizado do corpo de uma prostituta. Hoje, ele volta, mais poderoso e mais determinado do que nunca a derramar sua ave doméstica sobre o mundo.
"O Exorcista" nos mostrou o horror de um espírito maligno.
"O Anticristo" revela o próprio diabo.

Imagine o seguinte: uma bela jovem se torna possuída por um demônio e, depois de cometer uma série de atos indescritíveis - mostrados em detalhes gráficos, é claro -, um padre é chamado para exercer algum exorcismo. Soa familiar? Bem, mude-se, Linda Blair, porque há um novo Demônio no quarteirão! A bem-sucedida fórmula EXORCISTA de Garota-encontra-o-diabo-garota-recebe-diabo-garota-recebe-exorcismo é arrepiante o suficiente, mas o que torna THE TEMPTER (O Tentador) ainda mais tentador são suas cenas terrivelmente gráficas, incluindo uma sequência de "Orgia no Inferno" que você tem que ver para acreditar! MEL FERRER, ARTHUR KENNEDY e a atriz italiana, CARLA GRAVINA, emprestam seus talentos a um filme que é mais do que assustador ... é um verdadeiro grito!

Das entranhas do inferno. A serpente ressuscitou. Para derramar o mal sobre o mundo.

Em 1998, Satã será queimado preso ao obelisco no meio da Praça de São Pedro
(Uma Profecia de NOSTRADAMUS)

Uma mulher paralisada da cintura para baixo tem seu corpo e espírito atingidos por Satã - O Anticristo. Quando seu psiquiatra descobre que ela era uma ex-freira que se juntou a um grupo de adoradores do diabo e foi estuprada pelo próprio Satã, já era tarde demais. As cenas de sua possessão, suas batalhas com curandeiros e exorcistas são retratadas com efeitos especiais arrepiantes. Seu linguajar é totalmente sujo, sua mente uma fossa.

Ele é a essência do profano...
Seus nomes são os símbolos do medo...

Inimigo da fé... inimigo da raça humana. Ladrão da vida... inventor de todas as obscenidades. Satã... por que você se levanta e resiste?

Ela... é ele...

O TENTADOR (The Tempter)
Livrá-la do mal.

O filme que está chocando as pessoas ao redor do mundo! Uma jovem se torna o centro de uma terrível luta entre senhores do ocultismo e do sobrenatural... Por um lado, médicos, charlatães, padres, psiquiatras e exorcistas... Por outro lado, reencarnado dentro dela, o Anticristo, liberando seu poderes satânicos e demoníacos.

O CHOQUE SUPREMO DE TODOS OS TEMPOS!

400 anos atrás, ela estava possuída pelo diabo.
Hoje ela estava possuída novamente. Possuída... ela destruiu o amor de seu pai. Possuída... ela seduziu e destruiu voluntariamente um jovem.
Possuída... ela desafiou e destruiu o poder de seu Tio Bispo.

Possuída... ela desafiou o próprio Deus.

o ANTICRISTO

O que diz... é o que significa.

Revolucionando o gênero do horror com a temática visceral da possessão demoníaca, O Exorcista, provara que, para manter suas raízes vivas, é necessário macheza e audácia. E o que restara de suas raízes após o ano de 1973 (ano em que o filme americano se consolidara como sucesso fenomenal)? Ela fora deixada em futuras sequências como O Exorcista II? Não, ela estivera enraizada numa versão italiana do ano posterior ao filme de William Friedkin, a película intitulada 'L'Anticristo', com direção de Alberto De Martino, roteiro de Gianfranco Clerici, De Martino (também responsável pelo roteiro) e Vincenzo Mannino.



O Anticristo, também conhecido como 'The Tempter' (título alternativo).


Vamos parar um pouco, Itália? O que os comedores de espaguete entendem do gênero do horror, ainda mais numa temática tão complexa como essa? A resposta mais do que taxativa é, sim, eles entendem, e muito. O diretor de 'O Anticristo', possuíra conhecimento o suficiente para reaproveitar elementos do filme de Friedkin, transformando-os em algo muito mais cabuloso do que pensávamos que presenciaríamos apenas no único filme do gênero capaz de nos amedrontar, e que nenhum outro será capaz. Assim como o diretor do filme americano, Martino possuíra poucos trabalhos que provara (no meu entender) sua competência como diretor cinematográfico, mas 'O Anticristo', o alavancara, ou mais precisamente, tornara seu trabalho memorável e eternamente cultuado.



Pazuzu ou o próprio demônio andara à solta na Itália em 'O Anticristo'.


Antes de analisar o filme detalhadamente, quero ressaltar que, a produção de De Martino, foi concebida com baixíssimo orçamento, do contrário do filme americano, que usufruíra de todos os recursos disponíveis para a época, concedendo um realismo ao 'O Exorcista' que nenhum outro apresentado no cinema atual (efeitos digitais/computação gráfica) conseguira superar. Portanto, 'O Anticristo', se apoiara nos fatores essenciais para que um filme que replicara elementos de outro conceituado convencera o espectador... como direção, roteiro e atuação. A cinematografia do filme, não pode ser ignorada, afinal, seria como cometer um ato de sacrilégio, pois, aqui, o trabalho de fotografia ficara por conta do grande Joe D'Amato. Ressaltando a trilha sonora, ela é composta pelo veterano Ennio Morricone em parceria com Bruno Nicolai, uma trilha que jamais fora lançada oficialmente com suas respectivas faixas... já que, ela nunca existira, exceto por duas faixas intituladas The Dark e The Light, remetendo a um clima de inferno e libertação.



Abertura alternativa de 'O Anticristo'.


Outro ponto que merecera ser ressaltado, é a cara de pau dos comerciais da versão alternativa de 'O Anticristo' (relançado em 1978), que utilizara descaradamente do comercial televisivo de 'O Exorcista II" (lançado em 1977), para transmitir o clima infernal da película italiana. Coincidentemente, a trilha sonora original de 'O Exorcista II' é inteiramente composta por Morricone, com o roteiro da sequência do filme americano... baseado, em partes, na película de De Martino... já que, a personagem de Linda Blair, também herdara poderes psíquicos, assim como a protagonista de 'O Anticristo'.

 

Comercial de tevê de 'O Anticristo'.


Outro detalhe sobre a trilha sonora do filme (que consistira em apenas duas faixas)... é que, segundo Morricone, foi um favor que ele prestara aos produtores do filme... mais precisamente, para Edmondo Amati. Já sobre a película em si... vale ressaltar que ela não apenas apresentara elementos de 'O Exorcista', como também de O Bebê de Rosemary e O Homem de Palha.



Blu-ray alemão de 'O Anticristo'.


Quem disse que a temática do filme de De Martino não fora copiado por outros diretores/roteiristas? Pois bem, e não é que em 2009 tivemos um filme intitulado Anticristo,com direção e roteiro do dinamarquês que passara a ser elogiado pelo público pipoca, Lars von Trier? Enfim, a versão desse diretor, é quase que uma refilmagem/retomada da película de De Martino, considerando que, o foco narrativo, é a degradação da personagem após ter sofrido um trauma decorrente de uma perda. Esses pontos ressaltados por mim... serve para que, os menos desatentos, vejam por si só a falácia que se tornara a versão de Trier, com este recebendo todos elogios possíveis de espectadores impressionados com o horror psicológico como parte do foco narrativo da trama... enquanto que 'O Anticristo" de De Martino, trabalhara a abordagem psicológica de uma forma bastante intensa e explícita, tornando a película italiana um filme subestimado e menosprezado por aqueles que hoje pensam ser os "apreciadores do horror".



DVD de 'O Anticristo' lançado apenas nos Estados Unidos.


Para os mais fanáticos pela obra de De Martino, como este que vos escreve, na certa vão se decepcionar com a versão alemã em Blu-ray de 'O Anticristo' (exceto por um booklet muito bem trabalhado que viera encartado)... já que, o trabalho de remasterização, não apesentara uma qualidade promissora que a película merecera. Por exemplo, a cena de abertura dos créditos iniciais, com a atmosfera aterradora por parte da trilha de Morricone e Nicolai (que só pode ser ouvida na cena em questão), é totalmente descartada... com os créditos iniciais (incluindo o título do filme) apresentados silenciosamente. Portanto, apenas o DVD lançado nos EUA pode ser apreciado com os créditos infernais da dupla de compositores. No Brasil, 'O Anticristo' nunca antes fora lançado em DVD (e olha que se passaram muitos anos desde seu lançamento lá fora), mas quem sabe com as distribuidoras que estão relançando cult italianos como Demons, ele possa finalmente aterrissar no Brasil. Por enquanto, o jeito é se contentar com a versão (acredito eu, já desgastada) em VHS, distribuída no Brasil pela DIF.



VHS de 'O Anticristo' lançado no Brasil.


Vale ressaltar que, algumas cenas do filme de De Martino foram cortadas... o que, acredito eu, fez com que o filme recebesse uma versão mais acessível em sua versão alternativa. Mas, para degustar de um filme como 'O Anticristo", é necessário que as cenas (mesmo apelativas) sejam apresentadas na íntegra. Outra curiosidade sobre a película, é que, trechos dela, em seus momentos mais apavorantes, foram exibidos num programa da Rede Record chamado 'Fala Que Eu Te Escuto'... acredito que os responsáveis pela programação da emissora, chegaram a conclusão de que, filme de De Martino, devera ser apresentado ao público evangélico como um ato inescrupuloso envolvendo ritos satânicos. Outra curiosidade... 'O Anticristo', nunca antes fora exibido nas emissoras brasileiras (eu mesmo, nunca vi), o que o tornara um filme mais do que cultuado, como também, de certa forma, obscuro.



VHS de 'O Anticristo' com imagem de capa que difere do conteúdo que o filme apresenta.


O filme de De Martino, apresentara uma cena inicial que é o oposto do que fora apresentado em 'O Exorcista', portanto, ele não perdera tempo explicando em detalhes o que levara a causa do fenômeno, e sim um início perturbador, que é o ponto de partida para uma atmosfera demoníaca que está por vir. O diretor, deixara subentendido que, ou você suportara uma hora e cinquenta e dois minutos do inferno explícito de 'O Anticristo' (não tendo duas horas e dois minutos como em 'O Exorcista'), ou desistirá, graças aos sussurros e gemidos infernais que Morricone e Nicolai acrescentaram na abertura dos créditos. Tudo começa numa procissão, onde fiéis se martirizam no santuário de Lourdes, com todos os presentes possuídos (ou sofrendo de transtornos mentais) e esperando uma cura milagrosa para se livrarem de suas enfermidades. A cena inicial, é extremamente perturbadora, e por si só, uma ideia  deveras criativa por parte do roteiro, em que a câmera de De Martino filmara o que viria a ser casos reais de possessão, focando até mesmo em imagens de cobras e dragões, que foram pisados pelo poder da santa. Sinceramente, só esse momento em especial, tornara 'O Anticristo' um filme muito mais macho do que 'O Exorcista' e do que qualquer outro que abordara a mesma temática (possessão demoníaca), que se tornara mesmice no cinema atual.



Os possuídos.

Dentre os enfermos, encontrasse Ippolita Oderisi (Carla Gravina), uma mulher que, acompanhada de seu pai, o Príncipe do Vaticano, Massimo Oderisi (Mel Ferrer), fora convencida por Irene (Alida Valli), a ser encaminhada para uma sessão de libertação, já que, todo o tratamento que ela se submetera, não fora capaz de curá-la de sua paralisia, decorrente de um acidente de carro quando passeara com seu pai ao lado de sua mãe quando pequena. Dirigindo descompromissadamente, seu pai tentara desviar de um cachorro no meio da estrada durante a noite. O carro capotara, com a mãe de Ippolita dentro do veículo tendo seu crânio fraturado, com o carro envolto em chamas. Ippolita, é retirada a tempo por seu pai. O acidente, tornara Ippolita uma mulher, na sua visão, totalmente inválida, já que ela ficara paralisada da cintura para baixo. Para piorar, a moça nutrira um sentimento de ódio e paixão por seu próprio pai, (que ela culpara pela morte da mãe e pelo seu trágico destino no terrível acidente), sofrendo internamente de ciúmes do mesmo, decorrente de seu relacionamento com a belíssima Greta (Anita Strindberg). Ippolita, reprimira todo seu ódio e mágoa, tornando-se uma mulher desprovida de fé, não importando se ela se encontrara em um ambiente religioso. Outro detalhe, a moça não fizera absolutamente nada para que o fenômeno se alastrasse como ponto de partida, do contrário de 'O Exorcista', onde vemos a personagem de Linda Blair se comunicando com uma entidade misteriosa de um tabuleiro ouija e em seguida com a revelação de que ela não possuíra o afeto de seu pai e sim apenas o de sua mãe e de sua babá. No filme de De Martino, sabemos que o diabo rondara a mansão dos Oderisi's, e que ele se aproveitara da depressão de Ippolita e de seus sentimentos reprimidos. No filme americano, é revelado que a personagem reprimira suas mágoas, mas em nenhum momento se apresentara como uma garota depressiva. Durante a sessão de descarrego no santuário de Lourdes, uma moça, em estado de possessão, ofendera a imagem da santa, mas é liberta do mal, quando a mãe, com sua fé, faz a filha tocar na estátua. Infelizmente, o mesmo não ocorrera com Ippolita, que tentara caminhar em frente à santa, e cai, olhando ferozmente para a imagem da mesma, com a câmera de De Martino focando imagens de serpentes e dragões abatidos por ela, antecipando o inferno que está por vir na vida de Ippolita. Não apenas Ippolita, como também outro homem, em estado de possessão, se voltara contra a imagem da santa... cuspindo nela, correndo enlouquecidamente para fora do santuário, e por fim, cometendo suicídio ao se atirar de um enorme penhasco em um temporal chuvoso. O homem, possuíra com ele a imagem de Cristo, como recomendação de seus amigos (parentes) que tentavam libertá-lo do mal, levando-o ao santuário de Lourdes.















Carla Gravina em 'O Anticristo'.

Outro detalhe que culminara para que o inferno se alastre, é a paixão que o irmão de Ippolita, Filippo (Remo Girone), sentira pela própria irmã. O irmão, cuja obrigação era cuidar da irmã problemática, simplesmente vê em sua súplica reprimida, uma forma de se aproximar dela, para que ambos iniciem uma relação carnal sem causar alarde. Os dois irmãos, reprimem seus desejos e fantasias sexuais, outro ponto que tornara a película de De Martino algo mais explícito do que fora apresentado no filme americano. Em 1973 (mesmo ano em que 'O Exorcista' fora lançado), Gerard Damiano dirigira e escrevera o roteiro de O Diabo na Carne de Miss Jones, um filme americano que apresentara a história de uma mulher que está cansada da vida e decidira cometer suicídio, partindo para um lugar onde ela decidira se terminará no Céu ou no Inferno, mas... que por conta de seu suicídio, ela partira para o inferno, com a opção de retornar para a Terra e viver conforme seus pecados mortais por um tempo, pegando a luxúria e seguindo de alguns dias de prazeres carnais. Acredito que De Martino baseara o trauma de Ippolita com a personagem de Georgina Spelvin, tendo como embasamento as atuações memoráveis por parte da atriz Carla Gravina no decorrer da trama.



Carla Gravina e Arthur Kennedy em 'O Anticristo'.


O bispo e tio de Ippolita, Ascanio (Arthur Kennedy), que fora contra a ida de Ippolita ao santuário de Lourdes, tentara remover os pensamentos impuros de sua sobrinha, que questionara a existência de Deus, que o culpara, acreditando que nenhum homem se interessaria por ela por conta de sua invalidez... e se Deus realmente existisse, ele a satisfaria, realizando os seus maiores desejos, que segundo Ippolita, o diabo está bastante claro para ela, por conta de uma imagem blasfema de Cristo, acreditando que ele lhe oferecerá tudo que um dia Deus renegara. O demônio, tentara a jovem, numa cena em que Ippolita encontrara uma imagem de Cristo na gaveta de seu quarto (que desaparecera rapidamente com a janela de seu quarto abrindo e emendando com uma ventania e os sussurros infernais de Morricone/Nicolai), que se transformara num símbolo blasfemo (decidi não revelar). Assim como em 'O Exorcista', atos de vandalismo ocorrera dentro da igreja, como a cabeça de um sapo decapitada, encontrada pelo tio de Ippolita. Durante uma reunião na mansão dos Oderisi's, um psiquiatra, Dr. Marcello Sinibaldi (Umberto Orsini), é encarregado de tratar de Ippolita, já que a cura por base da fé não adiantara. A empregada da jovem, permanecera preocupada com seu estado emocional, assim como sua família, que escondera um segredo de muitos anos que pode acarretar em sérias consequências para Ippolita. Ippolita, possuíra poderes psíquicos/extraordinários, como quando ela prevê a chegada do psiquiatra que tratara de seus pacientes por base da hipnose, fazendo com que os mesmos regridam para vidas passadas. Decidindo se submeter ao tratamento, Ippolita acabara tendo vislumbres do acidente que culminara na sua paralisia e na morte de sua mãe... com isso, a jovem visualizara as chamas do fogo que rondara o carro de seu pai, e no chão, um sapo com a cabeça decepada.



Terapia de vidas passadas em 'O Anticristo'.


De aterrorizada para enraizada, Ippolita visualizara um cenário de execução, onde uma moça, com cabelos loiros e longos, é acusada de heresia, estando pronta para ser julgada e por fim executada. Acontece que a moça, era a própria Ippolita em vidas passadas, que seria queimada pela inquisição por conta de suas obscenidades. Se em 'O Exorcista' temos a fragilidade de Regan, que Pazuzu usara e abusará para possuí-la... em 'O Anticristo', a protagonista em si se comportara como seu eu no passado. Ippolita, escondera o que ela sempre fora na verdade, uma bruxa da Idade Média. Após a primeira parte do tratamento, a jovem aparenta piorar, com a culpa e a raiva passando a consumi-la no momento em que, ela, consumida pelo próprio ciúme doentio de seu pai, teria um vislumbre do mesmo e a mulher que substituíra sua mãe em um momento de relação carnal, mas com a atmosfera infernal, rondando-os onde quer que eles estejam... incluindo alguns cães, numa cena em que os mesmos latem enfurecidamente ao verem o casal.



O drama de Ippolita Oderisi (Carla Gravina) em 'O Anticristo'.


A película apresentara uma espécie de momentos de nudez por parte da performance de Carla Gravina, com ritual de iniciação para que Ippolita se torne a filha de Satã, com a jovem sendo atormentada pelo bater dos sinos da catedral de Roma, com a fotografia de D'Amato impecável e condizente para a época. Ippolita tem o vislumbre de uma orgia sendo realizada numa floresta, com um cenário obscuro... emendando com ela (a bruxa) sendo erguida e levada para o altar. Elementos de 'Bebê de Rosemary' são utilizados numa nova perspectiva, com um homem corpulento usando uma máscara de bode (representação de Satã), que decepara a cabeça de um sapo como uma das cenas mais perturbadoras de 'O Anticristo' tendo início, no momento onde a jovem engole a cabeça do sapo decapitado numa forma de curar sua paralisia. Se eu quase vomitei numa cena de 'O Homem de Palha' envolvendo uma rã como forma de curar a garganta de uma garotinha... em 'O Anticristo', ela não só me fez vomitar como também me traumatizar por completo. Obviamente, Gravina engolira a cabeça de um sapo de borracha, mas sua performance é tão autêntica, que o cinema atual, deveria ser punido rigorosamente por utilizar efeitos digitais em momentos como esses numa tentativa falha de mostrar aos mais desavisados que determinado filme é explícito e blá blá blá.



O ritual tem início em 'O Anticristo'.


Outro destaque da performance de Gravina, é no momento em que ela simulara (com a língua) cenas totalmente explícitas (confiram por si só) ao lamber o (não vou revelar) de uma cabra. A explicação por parte do roteiro é bastante clara, a cabeça do sapo representara o corpo de Satã (a cura), e o sangue do mesmo representara o do próprio demônio, que a jovem lambera numa espécie de hóstia sagrada, onde o ritual é finalizado com Ippolita sendo estuprada pelo demônio, com o mesmo penetrando o colo de seu útero (outra citação ao 'Bebê de Rosemary') e no fim se satisfazendo e ciente que carregara o filho do diabo em seu ventre, o Anticristo. O que vemos no vislumbre da jovem... ocorrera com a mesma na vida real, como uma forma do demônio possuí-la por completo. Agora, a Ippolita do presente personificara a bruxa que era no passado, e que despejará seu ódio em todos por ter sido julgada e por fim executada. Repleto de simbolismos (que vão desde quadros até cores avermelhadas que representam o demonismo), a película de De Martino é ainda mais enriquecida quando Ippolita decidira sair por aí (curada de sua paralisia) andando numa boa e seduzindo alguns jovens locais. que são levados para uma excursão nas catacumbas de Roma. Ippolita, mata um dos jovens, virando sua cabeça ao contrário (mais uma citação ao 'O Exorcista'), que do contrário do filme de Friedkin (Regan jogando o diretor de cinema do andar de cima de seu quarto e virando a cabeça do mesmo ao contrário), aqui é mostrado a morte do jovem pelas mãos da possuída, mesmo com efeitos especiais precários.



Ippolita Oderisi (Carla Gravina) e uma pobre vítima de sua sedução maligna em 'O Anticristo'.


Outro detalhe deveras interessante e que caminhara muito além de 'O Exorcista', é que ao fazer sua primeira vítima, Ippolita é deixada inconsciente em um lugar onde ela dificilmente poderia chamar alguém para ajudá-la. E que graças a uma garotinha, a jovem recuperara sua bengala (poder tirado do demônio) e se locomovera com dificuldades até seu veículo sem nenhuma lembrança do que estava fazendo ali ou do que havia feito. O demônio, simplesmente apagara todas as lembranças do subconsciente da jovem, afinal, o diabo a comandara. Enquanto isso. os fenômenos paranormais ocorrera na mansão dos Oderisi's, como o órgão tocando sozinho e os gemidos e sussurros infernais (cortesia de Morricone e Nicolai) que são ouvidos como uma espécie de cântico durante toda a película. Na segunda parte do tratamento de Ippolita, ela (a bruxa) é queimada, com a jovem implorando para que Deus a perdoe por seus pecados. Todo o tratamento de vidas passadas, consistira para que Ippolita encare sua paralisia como uma fraqueza psicológica... onde, no fim, ela poderia voltar a caminhar normalmente. Porém, seu psiquiatra (assim como o Padre Karras em 'O Exorcista'), não acreditara em fenômenos paranormais, descartando por completo (sem sequer mencionar algo a respeito), que uma presença diabólica rondara a mansão... afinal, o importante é fazer Ippolita caminhar novamente, algo que somente o demônio, dentro da mesma, fora capaz de fazer. Em 1978, estreara uma película nacional intitulada 'A Dama do Lotação', estrelada por Sônia Braga. A similaridade da película de Neville d'Almeida com a de De Martino, é bastante visível, pois nota-se que, o filme de Neville d'Almeida, apresentara partes que foram inspiradas na de De Martino. Na película nacional, Sônia Braga, vivera Solange, uma mulher que por ser fria ao tentar fazer amor com seu marido, entrega-se de corpo e alma para qualquer homem que ela encontrara que pudesse satisfazê-la, com a protagonista permanecendo o filme todo contando para um psiquiatra o seu relato do inferno que se tornara sua vida desde o dia de seu casamento, e que possuíra vislumbres de uma bruxa (a própria protagonista) que a sodomizara.



A bruxa Ippolita Oderisi (Carla Gravina) em 'O Anticristo'.


Curada de sua paralisia (com o diabo usando-a como peão), Ippolita começara a apresentar sinais de sintomas extremos de possessão demoníaca, numa cena em que sua empregada (Irene) preparara um banquete especial para comemorar a cura da jovem. Na primeira possessão apresentada em 'O Exorcista'... Regan (Linda Blair) embranquece os olhos, age violentamente e começa a dizer obscenidades para os doutores e membros de sua família, agredindo-os fisicamente. Em 'O Anticristo', Ippolita se tornara uma espécie de cadela raivosa quando empurrara, para dentro de sua boca, uma quantidade excessiva de comida e bebida (como um dos sintomas provocados pela bulimia nervosa), com sua boca derramando uma baba branca extremamente nojenta, mostrando claramente a fúria reprimida da jovem, que agora se manifestara e começara a insultar com palavras de baixo calão e totalmente ofensivas, a futura noiva de seu pai... e simulando, com seus pés em cima da mesa de jantar, e suas mãos dentro de sua (confiram por si só), o dia em que engravidara do Anticristo. Possessa, o demônio dentro de Ippolita diz que desta vez ele vai vencer, mostrando... parte de seu poderio. Telecinesia (incluindo as luzes da sala de jantar que se ascendem e se apagam, numa outra citação ao 'O Exorcista')... emendara a primeira possessão da jovem, cujo poderio do demônio era tão forte que, ele, para comandá-la, sequer precisou fazer com que Ippolita saísse de sua cadeira. Em um outro momento que não fora apresentado em 'O Exorcista', possuída possuíra o poder do toque, queimando o terno de seu psiquiatra só de encostar sua mão nele. O demônio, só é afastado temporariamente da jovem quando ele ouvira o bater dos sinos da catedral de Roma. O tio de Ippolita, se vê receoso em exorcizá-la, já que, para isso, é necessário a aprovação da igreja... enquanto esse ponto é discutido com os outros membros da família Oderisi's, eles concluem que o tratamento psiquiátrico piorara o estado de Ippolita. Empurrando comida para dentro de sua boca e cuspindo a mesma logo em seguida, o demônio utilizara de uma de suas cartadas... a sedução, aproximando o irmão de Ippolita e a mesma para a relação carnal que nunca acontecera, exceto por agora. O demônio dentro de Ippolita, culpara seu irmão por tê-la engravidado, convencendo o pai da jovem e os outros membros de sua família de que o Anticristo nascera fruto da relação incestuosa entre dois irmãos, o pecado mortal.



Ippolita Oderisi (Carla Gravina) e seu irmão Filippo (Remo Girone) em 'O Anticristo'.


Como apresentado até agora na análise, a obra de De Martino é muito mais rica em detalhes do que a de Friedkin em 'O Exorcista'. O Anticristo' não precisara antecipar e por fim mostrar o duelo do velho padre exorcista com o diabo, que ele confrontara primeiramente na África. Não há nenhum desafeto em especial na película italiana, o demônio está lá simplesmente por estar, e não é necessário uma explicação detalhada para isso, pois o fato dele estar presente na mansão dos Oderisi's é explicado sem muitas firulas decorrente dos fenômenos paranormais, da falta da fé, da raiva, mágoas reprimidas e da tentação da carne. A empregada de Ippolita decidira pagar um velho curandeiro (Mario Scaccia) para que ele ajude a jovem... a película de De Martino partira para uma pegada sarcástica, irônica e debochada ao brincar de forma espontânea com o filme de Friedkin, mais precisamente no momento em que o Padre Karras analisara os sintomas de Regan para comprovar sua possessão. Há, no filme americano, certos tons humorísticos por parte do próprio demônio. Em 'O Anticristo', o demônio é a própria criança em pessoa quando confrontara o pobre curandeiro, escrachando com os poderes do mesmo e mostrando que ele é praticamente um tolo, já que tem muito a aprender com o diabo. Como bônus, o pobre curandeiro é obrigado a lamber o vomito verde que Ippolita derramara propositalmente na palma de sua mão para que o sujeito se convencera do poderio do demônio.



Aqueles que se opõem ao diabo são envergonhados por ele em 'O Anticristo'.


Passado o momento escrachado (com direito a cenas de levitação e efeitos precários), é chegada a hora da primeira tentativa de exorcismo por parte do tio de Ippolita, e é inevitável se desvencilhar do quão incoerente a cena se mostrara. Não há questionamentos (ao menos não como em 'O Exorcista') se a realização do exorcismo é ou não necessária, e sim um certo receio do tio da jovem, que é praticamente humilhado pelo demônio, que o tentara, revelando os desejos sexuais que Ippolita teria com ele, e que se ele fosse homem, ele a satisfaria, mostrando que Ippolita pertencera de corpo e alma ao diabo, e que seu tio não seria o único a ser levado para a legião de Satã... concluindo que o todo-poderoso senhor das trevas, já levara várias almas com ele, e que agora ele esperara pelo nascimento de seu filho, que prosseguirá com sua missão em seu reinado infernal na Terra. Apesar da precariedade por parte dos efeitos especiais (replicando cenas de 'O Exorcista'), a atuação de Carla Gravina se segura tranquilamente por conta de sua performance, que não necessitara de tanta produção no trabalho de maquiagem (Euclide Santoli, responsável pela maquiagem e efeitos especiais) como apresentado em 'O Exorcista'. Em 'O "Anticristo', Ippolita personificara o próprio mal, e assim como Regan em 'O Exorcista', os olhos de Ippolita, embranquecera (uma lente de contato que tornara o embranquecimento de seus olhos algo ainda mais aterrorizante do que fora apresentado em 'O Exorcista'), quando seu tio tentara a todo custo exorcizá-la, e como bônus, acabara tendo sua bíblia queimada.



O bispo Ascanio Oderisi (Arthur Kennedy) nas garras do demônio em 'O Anticristo'.


Há também (nesse meio-tempo da piora do estado por parte de Ippolita) uma cena bastante violenta e degradante. A jovem possessa, provocara o rompimento do relacionamento de seu pai com a mulher que se tornaria o novo amor de sua vida. Porém, o demônio aproveitara do ciúme da jovem para simplesmente fazê-la vociferar obscenidades e culpar ainda mais seu pai pelo acidente que a inutilizara. Por mais que a cena seja, em sua proposta, extremamente provocativa e audaciosa, ela não superara a brutalidade apresentada em 'O Exorcista', no momento em que Regan pega um crucifixo (confiram por si só) e usara sua própria mãe para descontar suas mágoas. O filme de William Friedkin apresentara algo único no cinema de horror com a presente temática da possessão, algo que nenhum outro filme, nem mesmo "O Anticristo", conseguiu chocar. Por mais que De Martino tenha prezado por imagens, linguajares blasfemos, simbolismos e o que for para enriquecer sua película, a produção americana se mostrara mais brutal na cena em que uma filha (garotinha) decidira testar a fragilidade de sua mãe. Em 'O Anticristo', Ippolita dá um soco na cara de seu pai e usara de telecinesia para amedrontá-lo (arremessando contra ele a ponta de uma tesoura, que quase o atingira em cheio, e usando do nó da gravata do mesmo para enforcá-lo), tendo seus braços amarrados em sua cadeira de rodas (outra citação ao filme americano quando Regan tem seus dois braços amarrados em sua cama pelo mordomo de sua mãe) e sendo fortemente sedada por seu psiquiatra (outra citação ao filme de Friedkin), revelando ao seu pai a relação carnal que tivera com seu irmão. Não há nada tão gore e brutal como apresentado pela personagem de Linda Blair em 'O Exorcista'. Na película de De Martino, analisando de forma imparcial, a cena em si, para os tempos de hoje, considerando o tal "empoderamento feminino" e toda a falácia do feminismo, relacionaria a personagem de Carla Gravina como uma mulher que sofrera muito, tornando-se uma pessoa repulsiva, cujo principal objeto de vingança seria seu pai e todos os homens no geral. Claro, esta é apenas uma visão pessoal minha.



Massimo Oderisi (Mel Ferrer) em 'O Anticristo'.


O psiquiatra de Ippolita, sai de cena rapidamente, afinal, sua ajuda é inútil para com um fenômeno sobrenatural (que ele mesmo desencadeara na jovem). A película italiana se distanciara do filme americano, em 'O Exorcista'... o padre psiquiatra Damien Karras, não desistira da cura de Regan, com um velho exorcista sendo chamado para ajudá-lo. Em 'O Anticristo', vemos rapidamente um personagem (psiquiatra) sair de cena para a chegada do velho exorcista, o padre Mittner (George Coulouris), que provavelmente estivera ciente dos fenômenos/distúrbios ocorridos na mansão dos Oderisi's e do estado gravíssimo da filha do Príncipe do Vaticano (considerando que ele aparece rapidamente no segundo ato da película após o primeiro, que ocorrera no santuário de Lourdes), quando tentara arrecadar dinheiro para a igreja. Por ser uma película que jogara escancaradamente na cara do espectador elementos que foram utilizados no filme americano, temos que deixar o bom senso falar mais alto para entendermos o óbvio, e assim nenhuma ponta solta será deixada. Com Franco Tamponi (violinista solo) enriquecendo o favor que Morricone/Nicolai fizeram para com os produtores da película, eis que o exorcismo de Ippolita tem início pelas mãos de Mittner e um membro da família para acompanhá-lo... no caso, a empregada da jovem. Por conta da produção paupérrima, o filme de De Martino se virara com o que pudera, e inteligentemente, ele conseguira se segurar, com Ippolita usando de telecinesia, fazendo sua cama levitar (outra citação ao 'O Exorcista') estourando os lustres de seu quarto, distorcendo seu espelho e a tela de seu televisor e fazendo com que as chamas permaneçam ao redor do padre (não mostrado em 'O Exorcista'), substituindo o clima gélido do filme americano por uma ventania que falara mais alto, juntamente com elementos do filme de Friedkin, como o teto do quarto de Ippolita rachando e quase caindo. Outro detalhe que tornara o filme de Friedkin superior ao de De Martino nesse quesito, é no momento do exorcismo final em 'O Exorcista', no qual não ouvimos nenhuma trilha sonora dos dois padres tentando exorcizar a personagem de Linda Blair, tudo compensara em brutalidade por parte da excelente utilização dos efeitos de áudio, efeitos especiais, maquiagem e fotografia soturna... uma produção dos estúdios da Warner, que mandara para o limbo qualquer filme do gênero com a presente temática que queira parecer real em épocas digitalizadas.



O exorcismo tem início em 'O Anticristo'.


Em 'O Anticristo', só é ouvido o violinista com a trilha de Morricone e Nicolai, que se repetira em toda a película, podendo se tornar desgastante, dependendo do espectador. Quando escrevi que a obra de De Martino se segurara inteligentemente nos momentos finais, fora numa cena em que vemos serpentes (mesmo sendo de borrachas) que tentara o Padre Mittner, algo que o genérico O Exorcista III, plagiara descaradamente. Não posso me esquecer de outro momento chupado de 'O Exorcista', quando a possuída Ippolita soltara uma escarrada de seu vômito verde na cara de sua empregada, assim como Regan fizera com o Padre Karras. Por fim, o demônio, aqui não tão poderoso como Pazuzu, provocara uma chuva amaldiçoada para mostrar seu triunfo para com Mittner, mas a chuva é abençoada pelo mesmo, com o não tão poderoso demônio utilizando o que restara de seus poderes para locomover Ippolita e fazê-la correr para fora da mansão no temporal chuvoso e abençoado, algo que Pazuzu jamais faria. Temos de apelar novamente para o bom senso e descobrirmos o que levara a diabo a sair correndo da mansão, parece que o demônio quis fazer com que Ippolita cometesse suicídio, assim como o homem possesso no santuário de Lourdes, que o mesmo demônio que o possuíra, passara a possuí-la. Um diabo mais atrevido, mas não tão poderoso se comparado com Pazuzu. Ippolita subira as escadarias do lado de fora de sua mansão e acabara empurrando seu irmão, que rolara as escadas numa outra citação ao 'O Exorcista'... até que ela se deparara com uma cruz, e assim seu pai esfregara seu corpo nela, libertando-a de todo o mal, a mesma solução usada pela mãe da garota possuída que livrara a filha do mal no santuário de Lourdes. Outro detalhe que diferenciara 'O Anticristo' de 'O Exorcista', é no momento em que Ippolita começara a reverter para seu estado normal em pequenos frames (quadros), enquanto que... em 'O Exorcista', Regan é liberta rapidamente e em seguida vemos Pazuzu possuindo o Padre Karras. Mais um detalhe... em 'O Anticristo',  o exorcismo se encerrara pela fé do Padre Mittner (e também com um pequeno esforço por parte de Ippolita)... já em 'O Exorcista', o Padre Merrin morrera pelas mãos de Pazuzu, com o exorcismo não sendo finalizado e o Padre Karras descumprindo as regras dos mandamentos essenciais do exorcismo.



O filho do diabo não nascerá em 'O Anticristo'.


A película de De Martino se encerrara com Ippolita beijando o crucifixo de seu irmão (que acreditara na salvação da irmã) e com Deus a beneficiando por conta de sua fé interior, que fez com que ela acreditasse no mesmo... que a livrara das tentações de todo o mal. Uma belíssima cinematografia de D'Amato emenda o quadro, e assim temos um pequeno ponto de partida para uma futura sequência com uma ventania ao redor de Ippolita, de seu pai e de seu irmão... com a voz do demônio, que sofrera tendo seus tímpanos atingidos impiedosamente pelos sinos da catedral num novo amanhecer de libertação. 'O Anticristo' pode ser um filme inferior ao 'O Exorcista' em produção, efeitos especiais e até ser tido por muitos como uma cópia italiana e descarada do filme de William Friedkin. Mas 'O Anticristo' é a melhor versão de 'O Exorcista' já feita, competente na riqueza dos detalhes de como contar uma história sob nova perspectiva enraizada na atuação da protagonista e sem a utilização de grandes efeitos especiais.


CURIOSIDADES.

1- Do contrário de 'O Exorcista', ninguém morreu nas filmagens de 'O Anticristo'.

2- Antes de 'O Anticristo', a atriz Carla Gravina... não possuíra expressividade no cinema (embora tenha contracenado com grandes nomes como Dustin Hoffman e outros), mas era por si só belíssima. 'O Anticristo' se tornara a película italiana que a destacaria definitivamente como atriz.

3- Carla Gravina aceitara o papel de Ippolita Oderisi para exemplo de superação como atriz, já que os melhores momentos de 'O Anticristo' se encontram enraizados em sua performance.

4- Nem Linda Blair e nem Carla Gravina conseguiram repetir a façanha dos filmes que iconizaram ambas atrizes na década de setenta.

5- O diretor de 'O Exorcista' William Friedkin, nunca mencionara 'O Anticristo' de Alberto De Martino.

6- Ennio Morricone é especialista em trilhas sonoras atmosféricas e perturbadoras do cinema italiano, um exemplo desse seu trabalho pode ser ouvido no provocativo Salò, ou os 120 Dias de Sodoma em parceria com Arnaldo Graziosi e até mesmo em 'O Anticristo', em parceria com Bruno Nicolai.

7- O cinematógrafo Joe D'Amato dirigira em 1985 um drama/romance/erotismo intitulado Alcova.

8- Alberto De Martino dirigira em 1977 um filme intitulado Exterminação 2000, uma versão  italiana de... A Profecia.

9- A atriz Alida Valli (que faz a empregada da personagem de Carla Gravina) aparecera no filme Suspiria de Dario Argento, cujo tema é focado na bruxaria.

10- Linda Blair iniciara sua carreira em 1968 numa série televisiva intitulada... Hidden Faces. Carla Gravina iniciara sua carreira em 1957, numa película intitulada Guendalina.

11- Em 'O Exorcista', a feição da personagem de Linda Blair se tornara monstruosa, já a da personagem de Carla Gravina em 'O Anticristo', se tornara pálida e embranquecida com e seus cabelos arrepiados até permanecerem apenas alguns em sua cabeça nas cenas finais de exorcismo.

12- Em 'O Exorcista', a água benta queimara por dentro a personagem de Linda Blair e provocara alguns cortes em sua perna. Em 'O Anticristo', a água abençoada provocara feridas no rosto da personagem de Carla Gravina.

13- Em 'O Exorcista', os olhos embranquecidos da protagonista (lentes de contato) são apresentados em sua primeira possessão e até mesmo nas cenas finais de exorcismo. Em 'O Anticristo', a protagonista embranquecera seus olhos apenas uma única vez no momento em que seu tio tentara exorcizá-la.

14- Por conta do orçamento paupérrimo de 'O Anticristo', a cena em que a personagem de Carla Gravina (possessa) mostrara sua língua (serpente) para o padre exorcista, é concebida com improviso, com uma serpente de borracha. Em 'O Exorcista', a cena em que a personagem de Linda Blair (possessa) mostrara sua língua para o Padre Merrin, até hoje impressionara por conta dos efeitos especiais.

15- Em 'O Anticristo', a cena de levitação da personagem de Carla Gravina servira como balde de água fria para alguns, já que tirara boa parte do clima de horror que a película apresentara, o efeito de levitação fora concebido com baixíssimo orçamento. Já em 'O Exorcista', a cena de levitação da personagem de Linda Blair até hoje impressionara, com um realismo muito mais avançado do que os efeitos digitais bastante utilizados no cinema atual.

16- Em 1969, Carla Gravina estrelara um papel principal na película Cuore di mamma. com trilha sonora de Ennio Morricone. No mesmo ano, ela seria uma das protagonistas de As Anormais, com Morricone... na trilha sonora.

17- Em 'O Exorcista', a personagem de Linda Blair (possessa) permanecera todo o tempo em seu quarto.. Já em 'O Anticristo', a personagem de Carla Gravina (possessa) sai de seu quarto para seduzir e despejar seu poderio demoníaco nas pessoas.

18- Em 'O Exorcista', não há nenhuma tentativa de exorcismo (antes do exorcismo derradeiro) para com a personagem de Linda Blair, o Padre Karras decide visitá-la e observá-lá como psiquiatra. Nas duas cenas de observação de Karras para com a personagem de Blair, o padre não é humilhado e nem atacado pelo demônio com palavras blasfemas. Do contrário de 'O Anticristo', onde a personagem de Carla Gravina humilhara seu tio Bispo de todas as formas quando este tentara exorcizá-la. Outro elemento extraído de 'O Exorcista', é utilizado em 'O Anticristo', com o armário do quarto de Regan. que esta usara para amedrontar sua mãe... em 'O Anticristo', a personagem de Gravina usara do armário de seu quarto para atingir impiedosamente seu tio Bispo.

19- Em 'O Exorcista', a personagem de Linda Blair (possessa) é deveras comportada se comparada com a de Carla Gravina (possessa) em 'O Anticristo', onde a personagem de Gravina é extremamente prepotente e agressiva.

20- O livro que inspirara William Fiedkin para a realização de 'O Exorcista', fora baseado numa história verídica, e as imagens apresentadas no filme, deram a publicidade que seu filme necessitara, do contrário de 'O Anticristo' de Alberto De Martino.

21- A cena de abertura com os créditos iniciais de 'O Anticristo', apresenta uma atmosfera única na temática do satanismo e possessões demoníacas, o expectador sentira na pele o inferno que se alastrará. Do contrário de 'O Exorcista', que por mais sinistra que a trilha possa parecer, é apenas uma forma de mostrar como tudo começou no Iraque.

22- Ambas protagonistas de 'O Anticristo' (Carla Gravina) e 'O Exorcista II' (Linda Blair), aparecem de camisola em várias tomadas sensuais.

23- Antes da antepassada da personagem de Carla Gravina (que fora possuída pelo demônio) ser queimada pela inquisição, o personagem de George Coulouris. ressurgira como um enviado de Deus para que a alma da antepassada seja libertada de todo o mal. Algo que a personagem de Gravina, no presente, acabara fixando a imagem que ela acabara tendo do personagem de Colouris.

24- Mesmo com efeitos especiais paupérrimos se comparados 'O Exorcista', a cena de levitação da personagem de Carla Gravina em 'O Anticristo', se estendera mais do que fora apresentado no filme de William Friedkin, com a levitação ocorrendo até mesmo fora do quarto da personagem de Gravina.

25- Quando o demônio Pazuzu tenta impressionar o padre Karras, fazendo com que a gaveta do cômodo do quarto da personagem de Linda Blair se abrira sozinho em 'O Exorcista', a personagem de Carla Gravina em 'O Anticristo', fizera simplesmente o mesmo, com o diferencial do demônio fazendo uso de seu poderio em tom de deboche.

26- Os pés da cama da personagem de Linda Blair em 'O Exorcista', batem enfurecidamente no chão durante a primeira parte do exorcismo realizado pelo personagem de Max von Sydow com o personagem de Jason Miller. Uma brutalidade não apresentada em 'O Anticristo'.

27- O vômito verde apresentado em 'O Exorcista', aparecera apenas uma vez no filme de William Friedkin, numa cena onde a personagem de Linda Blair esborrifara (como se fosse um jato) na cara do padre Karras. Em 'O Anticristo', o vômito verde, que não é nada parecido com suco de ervilha, se tornara um líquido verde e ressecado que a personagem de Carla Gravina vomitara, fazendo um pobre curandeiro lamber.

28- Na primeira parte do exorcismo realizado na personagem de Linda Blair em 'O Exorcista", o demônio cuspira um catarro amarelado nas lentes de contato dos óculos do personagem de Max von Sydow. Em 'O Anticristo', a personagem de Carla Gravina, escarrara, à distancia, uma gosma verde e ressecada na cara de sua empregada que participara do exorcismo ao lado do padre exorcista.

29- Do contrário do personagem de Jason Miller em 'O Exorcista', a personagem de Alida Valli não se deixara abalar psicologicamente pelo demônio em 'O Anticristo'.

30- O personagem de Jason Miller, se suicidara se atirando da janela do quarto da personagem de Linda Blair e rolando as escadas em 'O Exorcista'. Em 'O Anticristo', Remo Girone... que interpretara o irmão da personagem de Carla Gravina... rolara as escadas apenas quando é empurrado pela personagem de Gravina.

31- Durante um ataque de fúria do demônio, na intenção de impressionar o personagem de Jason Miller e o personagem de Max von Sydow em 'O Exorcista', fortes tremores ocorrera dentro do quarto da personagem de Linda Blair. Algo não apresentado em 'O Anticristo'.

32- Se o demônio provocara uma rachadura na porta do quarto da personagem de Linda Blair e até mesmo uma leve rachadura em seu teto em 'O Exorcista', o demônio que possuíra a personagem de Carla Gravina em 'O Anticristo', simplesmente rachara o teto de sua mansão durante o exorcismo da personagem, numa cena que se estendera um pouco mais.

33- A ventania que o demônio usara para provocar o bater das janelas do quarto da personagem de Linda Blair em 'O Exorcista' durante a primeira parte do exorcismo realizado pelo personagem de Jason Miller e Max von Sydom, não é nada se comparada com a ventania apresentada em 'O Anticristo".

34- Em 'O Exorcista', a porta do quarto da personagem de Linda Blair não batera escancaradamente (repetidas vezes) para causar incômodo em sua família, diferente da porta do quarto da personagem de Carla Gravina em 'O Anticristo'.

35- Em 'O Exorcista', os atos de profanações na igreja são mais obscenos (graficamente), se comparados com 'O Anticristo'.

36- A teoria do porquê da personagem de Carla Gravina sair caminhando para fora de sua mansão num temporal chuvoso, seria pelo fato do demônio (dentro dela) que perdera suas forças graças a fé do padre exorcista junto da empregada da personagem de Carla Gravina. Fazendo com que o demônio sacrificasse a personagem de Gravina, destruindo o corpo da mesma para mostrar seu último triunfo.

37- Assim como em 'O Exorcista', a personagem de Carla Gravina em 'O Anticristo', replicara a voz de pessoas que possuem relações afetuosas com sua família... no caso, a voz da personagem de Anita Strindberg.

38 - Em 'O Exorcista',  personagem de Linda Blair encontrara um tabuleiro ouija no armário da casa onde morara com sua mãe. Quando a personagem de Blair brincara inocentemente com o tabuleiro, fazendo contato com uma entidade misteriosa... isso acidentalmente desencadeara a presença do demônio Pazuzu, que a possuíra. Em 'O Anticristo', o pai e o tio da personagem de Carla Gravina, escondera um livro, que está relacionado com a linhagem de sua família... a antepassada da personagem de Gravina, uma mulher que se tornara uma bruxa e fora executada pela inquisição. O fato da antepassada ter se tornado uma bruxa, se dera pelo motivo dela se oferecer de corpo e alma ao diabo, para que ela se realizasse. O mesmo ocorrera com a personagem de Gravina no presente.

39- Assim como apresentado em 'O Exorcista' (o personagem de Jason Miller, aconselhando a mãe da personagem de Linda Blair para que a filha permanecesse sob total observação)... o tio da personagem de Carla Gravina, se preocupara com o estado mental de sua sobrinha, sugerindo que ela permanecesse sob observação.

40- O ator que interpretara o irmão da personagem de Carla Gravina em 'O Anticristo', concluíra (por mais que ele suspeitara que sua irmã estaria possuída) que o comportamento da personagem de Gravina, na primeira possessão, que ocorrera na frente de seus amigos e familiares, se tratara apenas de uma crise emocional. Assim como os médicos que diagnosticaram as mudanças repentinas de comportamento da personagem de Linda Blair em 'O Exorcista'.

41- O psiquiatra encarregado de cuidar do estado emocional da personagem de Carla Gravina em 'O Anticristo', é cético assim como o personagem de Jason Miller em 'O Exorcista'.

42- A película de De Martino, enfatizara o fato de que os latidos dos cães permite a esses animais sentir e perceber pequenos movimentos imperceptíveis a humanos.

43- O personagem de Mel Ferrer, o Príncipe do Vaticano, é uma pessoa vaidosa... e o de Arthur Kennedy (O Bispo), é um egoísta.

44- Como apresentado na análise da película, 'O Anticristo', caminhara além de 'O Bebê de Rosemary'. 'O Exorcista' e qualquer outro filme que abordara a mesma temática. A Reincarnação, é um tema que tornara a película de De Martino, o ponto de partida para o mal que se alastrara na personagem de Carla Gravina e em todos os membros de sua família.

45 - No final de 'O Exorcista', Regan beija a testa do padre Dyer como uma forma dela estar protegida contra o mal. Em 'O Anticristo', a personagem de Carla Gravina beija a cruz na qual Jesus foi crucificado como uma forma de agradecimento por ter sido libertada do mal.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

[ANALISANDO] - O Bebê de Rosemary (1968)



Um jovem casal se muda para um apartamento chique, cercado por vizinhos peculiares. Quando a esposa tímida e passiva fica misteriosamente grávida enquanto o marido ator obtém sucesso, a segurança de seu feto começa a controlar sua vida.
Clique aqui para maiores informações sobre o filme.




Antes mesmo de O Exorcista... O Bebê de Rosemary de Roman Polanski e roteiro de Ira Levin... já caminhara para o sobrenatural... mas de uma forma bastante intensa e perturbadora... que somente grandes cineastas podem conceber. Assim como com a obra literária de William Peter Blatty... que William Friedkin daria vida nas telonas... o O Bebê de Rosemary... de Ira Levin... de 1967... teria sua chance um ano depois após o lançamento de seu livro. Lamentavelmente... devido ao sucesso mundial do filme... Levin escreveu uma sequência para sua obra... agora adaptada em formato de telefilme... em 1976. Desnecessário dizer que... assim como O Exorcista de Blatty... é recomendado passar longe das demais obras literárias... pois estas além de serem desinteressantes se comparadas com a obra original... ainda por cima criam um contexto confuso e difícil de engolir.



O filme começa com o casal Rosemary (Mia Farrow) e Guy Woodhouse (John Cassavetes) se mudando para um edifício em Bramford... em Nova Iorque. Graças ao bom e velho amigo / conselheiro do casal... Hutch (Maurice Evans)... eles logo ficam cientes de acontecimentos obscuros... desde uma ex-inquilina do edifício que foi encontrada morta no mesmo apartamento onde o casal está prestes a se mudar... com os dizeres "NÃO QUERO ME ENVOLVER MAIS".



O casal... apesar de próximos... não são bem sucedidos em ter um filho (a)... pois... coincidentemente sempre ocorre uma intervenção para que o sexo entre eles não aconteça. Rosemary faz amizade com Terry (Victoria Vetri) que Rosemary confunde com a atriz em que a mesma se desvencilha de quaisquer comparações. Rosemary observa o amuleto no pescoço de Terry e o elogia... Terry diz que o mesmo foi um presente de Minnie (Ruth Gordon) e Roman (Sidney Blackmer) Castevete... como uma forma do casal de idosos recompensar o carinho que Terry tem por eles... já que o casal a livrara de uma vida em que ela poderia estar nas ruas se drogando ou se prostituindo.



Rosemary ouve ruídos estranhos de trás da parede de seu apartamento... algo como "NÃO DEVÍAMOS TER CONTADO PARA ELA!"... achando que isso se deve ao fato de ter contado coisas quando ainda estava no Convento. Ela e seu marido ouvem Cânticos... e após saírem para dar um passeio... eles presenciam um tumulto... com a polícia do lado de fora do edifício e o corpo de Terry no chão ensanguentado. Evidências apontam que ela se atirou da janela de seu apartamento... deixando um bilhete. Minnie acredita que Terry caiu ao limpar as janelas... Roman diz isso não teria cabimento... afinal... ninguém limparia as janelas a essa hora da noite. É visível na interpretação de Ruth Gordon que ela faz de tudo para esconder a verdade sobre a morte de Terry... a velhinha alterna entre uma velhinha amorosa e frágil... outra chama ruidosamente a atenção do marido para este não falar nenhuma bobagem.



Minnie... retribuindo a preocupação do casal para com a morte de Terry... decide convidar o casal para um jantar em sua casa. Durante a refeição... os velhinhos soltam "certas alfinetadas" para com o Papa... aconselhando Rosemary... que esta não precisa respeitar o mesmo por ele fingir ser santo... gastando parte de sua riqueza em roupas e jóias. Roman discute com Guy a hipocrisia por parte da religião... que é apresentada por Luther... que faz parte dos pequenos papéis que Guy desempenhará. Rosemary... diferente de Guy... não se sente a vontade em ouvir as várias histórias de Roman... mas Guy... foi surpreendentemente cativado por elas. Rosemary notara algo estranho... e até mesmo cafona... ao observar a sala do apartamento dos idosos. E algo inesperado para Rosemary acontece... ela vê que seu marido está se distanciando dela para se manter próximo dos velhinhos. Minnie... apesar de prestativa... é também intrometida... levando consigo uma de suas amigas... Laura-Louise (Patsy Kelly) para simplesmente invejar as paredes... os moveis e praticamente tudo da parte de dentro do apartamento do casal.



Tendo Hutch como única pessoa para desabafar... Rosemary mostra o quão sozinha se sente... mesmo com seu marido perto dela. Rosemary acredita que o egocentrismo de Guy seja normal... assim como boa parte dos atores. Hutch comenta com Rosemary sobre a segunda morte no edifício "feliz"... e de volta ao apartamento do casal... Guy permanece cada vez mais distante dela... e por algum motivo inexplicável... seu marido ficara encantado pelo casal de idosos. Até que... finalmente... Guy decide que é hora de ambos terem um filho... reconhecendo seu egocentrismo. No momento do jantar à luz de velas... o velhinhos ressurgem presenteando o casal com mousse de chocolate e quebram todo o clima amoroso que Rosemary tanto esperava. O mousse oferecido para Rosemary... era na verdade um sonífero... com o objetivo de fazer com que Rosemary permanecesse desacordada. A moça começa a ter alucinações... em que está de biquíni ao lado de amigos num navio luxuoso... até ser despida... ter sua aliança de casamento arrancada de seu dedo e por fim... sendo vítima de adultério. No sonho de Rosemary... Hutch não a acompanha... por ele sofrer preconceito por conta de suas crenças religiosas. O sonho de Rosemary... se transforma num pesadelo terrível... onde ela visualiza quadros com pinturas demoníacas e descendo para baixo do convés que a leva para um altar de sacrifícios... onde permanecera deitada com vários desnudos e sub-humanos ao redor pronto para realizarem uma orgia. Rosemary é estuprada por eles... incluindo até mesmo Minnie e seu próprio marido... Guy... que desconfiara que ela está consciente mesmo tendo comido o mousse. Com sussurros infernais por parte do ritual... Rosemary é também estuprada por uma Besta... até ela se dar conta de que não está sonhando... de que tudo aquilo é real. Rosemary nem ao menos tem a chance de ser perdoada por um Padre... este que também faz parte do culto diabólico que a estuprara.

 
 
Na manhã seguinte... Rosemary permanece com as marcas da besta em suas costas... ela se lembra de ter sido estuprada por algo inumano. O obstetra de Rosemary... Dr. Hill (Charles Grodin)... colhe algumas amostras de sangue de Rosemary e confirma o dia do nascimento de seu filho (a). Ele necessita de mais amostras por conta do excesso de açúcar no sangue... comprovando que Rosemary sofrera de diabete gestacional... ela acha isso estranho.



Não demora muito para que Guy conte à Minnie e Roman sobre a gravidez de Rosemary... eles fazem com que a moça simplesmente descarte o Dr. Hill como seu obstetra... recomendando o exageradamente elogiado... Dr. Sapirstein (Ralph Bellamy). Para se assegurar que seu bebê nasça saudável... Rosemary procura toda e qualquer informação em livros que ensinam como lidar com a gravidez... seus riscos etc.. . Sapirstein recomenda para que Rosemary não leia livros... (mesmo ela se queixando de dores... que segundo ela pode ser decorrente de uma gravidez tubaria) e tão pouco usufrua de medicamentos farmacêuticos... e sim de ervas medicinais... como raiz de Tanis... da qual consiste o amuleto que Terry usara como presente dos Castevetes. Dentro do amuleto... contém um odor insuportável. Tal amuleto que... antes de Terry... agora foi passado para Rosemary... como presente de Minnie e Laura-Louise. E que agora... a raiz será usada como medicamento na vitamina de Rosemary.



Rosemary começa a perder peso absurdamente... ao invés de engordar por conta de sua gravidez... ela emagrece. A moça começa a sofrer de dores fortíssimas (não relacionadas com a gravidez) após a festa cafona de comemoração de Ano-novo no apartamento dos velhinhos... incluindo Mr. Wees (Walter Baldwin)... aquele que fez o amuleto que Rosemary usara. Sapirstein garante para Rosemary que as dores passarão logo... com o doutor de saco cheio de Rosemary interferir em seu trabalho. Rosemary decide dar uma festa privada para seus amigos e os amigos de Guy... na intenção de que seus amigos vejam sua aparência abatida e ela tenha uma segunda opinião além de Sapirstein. As amigas indicam à Rosemary que ela retorne com o Dr. Hill... mas no fundo Rosemary é convencida de que Sapirstein é o melhor na sua profissão. Após uma ligeira discussão com Guy... subitamente as dores de Rosemary passam... graças a uma vitamina que ela mesma preparou contendo uma mistura de leite... açúcar e ovos... deixando de lado a raiz que lhe fora indicada. Mas... Rosemary é ainda convencida por Minnie... que faz com que ela continue ingerindo a raiz. Agora... a moça começa aos poucos a engordar... voltando à sua aparência normal.



Nesse meio-tempo... Hutch desconfia de que há algo errado com Rosemary e com seu vizinho... Roman. Mas o amigo / conselheiro do casal é vítima dos cultuadores diabólicos... assim como o ator (que acabara ficando cego) que havia ganho primeiramente o papel para um filme que hoje pertencera ao malsucedido Guy. Por conta da falta de um pertence pessoal de Hutch... os cultuadores realizam um feitiço diabólico que faz Hutch adoecer... e morrer. Antes de morrer... Hutch deixou um livro nas mãos de Rosemary... que lhe foi entregue por Grace Cardiff (Hanna Landy)... explicando o perigo por parte da prática de bruxaria. Rosemary crê que Hutch estava exagerando... mas logo ela desvenda em um anagrama... o nome de Roman Castevete relacionado com o culto. Roman... nascido como Steven Marcato... é filho do bruxo... Adrian Marcato... que segundo as histórias de Hutch sobre o edifício... Adrian foi acusado de praticar magia negra e ser atacado e morto por parte dos protestantes que residiam no edifício.



Convicta de que a vida de seu filho corre perigo. Rosemary diz para Sapirstein que não quer mais nenhum tipo de contato com Minnie e Roman... mas é facilmente convencida por Sapirstein a voltar atrás em sua decisão... depois que ouve uma história mentirosa de que os velhinhos estão adoecendo... tendo muito pouco tempo de vida e que farão sua última viagem juntos. Quando Rosemary parte para o seu dia de consulta com Sapirstein... a moça descobre que Sapirstein havia passado batido até pelas atendentes de seu consultório... a não ser devido ao odor fétido de seu amuleto... que logo Rosemary se dá conta de que o "nobre" obstetra faz parte dos demais cultuadores. Para pior sua situação... Rosemary não tem a compreensão de Hill... este convencido pelos bruxos de que a moça estava paranoica por conta de sua gravidez. Rosemary é levada para os cultuadores... e assim eles a poem para dormir e a impedem que ela tenha um filho saudável. Todos são revelados como parte de um ato de conspiração. Sapirstein... Guy e até outros inquilinos do edifício se certificam para que Rosemary não dê a luz a uma criança saudável. Logo... Rosemary... sozinha... descobre a multidão de bruxos que se reúnem no apartamento dos velhinhos. A intenção dos cultuadores era que Rosemary gerasse um filho que seria a reencarnação do diabo... o Anticristo... o próprio Satã sob o nome de Adrian... aquele que resgatará e desprezará os fracos em nome daqueles que foram queimados e torturados.

   

Assim como Fausto... Guy vendera sua alma ao demônio... em troca de sucesso. Sacrificando o bebê que teria com Rosemary como parte do acordo que fez com os cultuadores. Oferecendo seu bebê para a reincarnação de Adrian e assegurando que sua esposa não fosse molestada por eles. No fim... Rosemary decide se tornar uma mãe para Adrian... pois tudo que ela queria desde o começo... era um filho.

"O Bebê de Rosemary" de Roman Polanski... é um clássico indiscutível. E mesmo com pitadas de humor-negro em determinados momentos... o filme se segura tranquilamente como um horror perturbador e uma intensidade única por parte de seu suspense deveras intrigante.


quinta-feira, 19 de março de 2020

O Fantasma da Ópera (1983)


Clique aqui para assistir o filme completo.


▶ The Phantom of The Opera (1983)


The Phantom of the Opera starring Maximilian Schell (1983 TV Film)

Este filme é baseado apenas muito vagamente em O Fantasma da Ópera. Isso muda muitos nomes e outras coisas. Descrição do Rotten Tomatoes:

Essa adaptação televisiva de 1983 do livro O Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux, em 1908, foi a quarta versão cinematográfica do chiller vintage - e talvez com a maior taxa de digressão da obra original. Esta versão é ambientada em Budapeste (onde foi filmada) e não em Paris, obrigando o roteirista Sherman Yellen a mudar todos os nomes dos personagens. O protagonista Maximillian Schell é um líder de orquestra cuja esposa cantora Jane Seymour comete suicídio depois de receber uma crítica devastadoramente ruim. Atacando o crítico, Schell é queimado com ácido e foge para as catacumbas sob a casa de ópera de Budapeste. Anos mais tarde, ele se tornou o Fantasma da Ópera, nunca visto, e de sua "casa" sombria ele está treinando uma jovem cantora aspirante - que é a imagem viva de sua falecida esposa (Jane Seymour faz os dois papéis).

Sándor Korvin, o maestro da Ópera de Budapeste, ensina sua esposa Elena como Marguerite em FAUSTO. Ela se afoga após uma crítica ruim feita pelo sinistro Barão Hunyadi, cujas afeições ela desprezou. Ao enfrentar Kraus, o crítico, Korvin briga e um incêndio é iniciado. Korvin mata o crítico, apenas para ter seu rosto queimado além do reconhecimento com ácido que cai de uma prateleira acima. Ele é salvo do inferno por um caçador de ratos, que o leva a um covil embaixo da ópera. Cinco anos depois, ele se torna O Fantasma da Ópera, uma figura mascarada que causa estragos no elenco. Korvin vê Maria Gianelli, uma garota do coro que tem uma semelhança notável com sua esposa morta. Ele a ensina durante o dia, enquanto o interesse amoroso de Maria, no entanto, é com Hartnell, que assumiu o cargo de diretor de FAUSTO. Korvin então executa seu plano de se vingar do Barão e aterrorizar aqueles que estão no caminho do triunfo de Maria.

A diva da Ópera de Budapeste comete suicídio depois que o proprietário arruína sua carreira por ter rejeitado seus avanços, mas seu maestro-marido, que acreditavam ter sido morto em um incêndio, planeja vingar-se de todos aqueles que considera responsáveis por seu suicídio.

domingo, 5 de janeiro de 2020

[AVALIAÇÃO / COMENTÁRIOS NO FILMOW] - O Anticristo (1974).



Sinopse: Uma jovem paralisada fica possuída pelo Diabo quando uma sessão de hipnose - destinada a curar sua deficiência - desperta acidentalmente lembranças de sua vida passada como uma bruxa.


(Trailer) O Anticristo (1974, de Alberto de Martino)

De bom aqui só o desempenho da atriz protagonista, Carla Gravina, porque de resto é uma desgraça de ruim. Sabia que era uma cópia barata de O Exorcista, mas não esperava um filme tão entediante.

Tirando o início escandaloso do filme , os cabelos e as roupas exageradas da época , não perde em nada para o exorcista americano . Como eu disse ( minha opinião ) o que estraga um pouco é o início do filme e os figurinos . De resto , é um bom filme .

NADAAAA nesse mundo vai se comparar ao Exorcista, mas esse filme é um bom passatempo.

É o capeta mais afrontoso da história hahaha cospe nos outros, xinga geral e sai correndo. Eu curti as cenas dela na vida passada, são interessantes.
Gostei da atriz principal tbm, ela por si só tem cara de dema, mas pqp, pq misturaram TANTO elemento no filme? Doença, trauma, incesto, vida passada, igreja, demonho, magia negra ahuhauhauha muita coisa pra uma história só, fora os efeitos BEM podrinhos.

Apesar de imitação do "Exorcista", prendeu-me mais a atenção do que o Original.

É legalzinho... Mas ¨O Exorcista¨ é melhor.

Sem dúvidas.

Que fotografia incrível.

esse filme é um pouco complexo, só tenho algo a dizer: preciso assistir novamente, por que ele é complicado

Assistir um filme de possessão e não compará-lo com "O Exorcista" é quase impossível. É o caso de produção que define um gênero e a comparação acaba sendo automática e inevitável.
Por isso chega a ser surpreendente que justo a cópia "oficial" do longa de William Friedkin seja um dos que menos o emula. Tá certo que as blasfêmias, os vômitos e outras características estão lá, porém há sim uma originalidade no modo de contar a trama, especialmente por utilizar de forma criativa a temática da reencarnação. O longa apresenta alguns problemas de ritmo, mas nada que desmereça suas qualidades.

A atuação de Carla Gravina é louvável e o restante do elenco consegue segurar as pontas. O porém fica em relação aos efeitos de chroma key, que ficaram bem datados com o passar do tempo e acabam comprometendo algumas cenas que deveriam ser tensas.
Não acho que é uma produção que dê medo, mas consegue sim causar desconforto no espectador.

Bom filme,levando-se em consideração o ano de sua produção ^^

Onde tiver Satanás eu tô curtindo.

Essa atuação perfeita da Carla Gravina fez eu me apaixonar por ela. Um ótimo filme, com um enredo bom até de mais para filmes de possesão. Somente os efeitos que deixam a desejar, mas considerando a época em que foi feito, é aceitavel.

Gostei de algumas cenas dela possuida, mas no geral achei entediante

Versão italiana de O exorcista, apesar dos efeitos meio fracos, tem uma boa história e um bom ritmo e com interpretação bacana da Carla Gravina. Na época que assisti foi uma boa surpresa.

Numa tema que esta saturado de filmes sobre possessão este esta acima da media de tantos outros lançados, não é atoa pois vindo da safra italiana de filmes de terror da decada de 70 so se pode esperar otimos filmes. A atuação da the Carla Gravina esta impecavel desde as cenas com tom dramatico ate as cenas de possessão. So ficou a desejar mesmo alguns efeitos visuais, pois naquela ja existiam efeitos melhores para ser usados, porem nada que comprometa o filme. Nota: 8/10

Um bom filme.

Tudo bem que algumas cenas que usaram o efeito chroma key ficaram bem toscas e falsas, mas o enredo é interessante e certas partes do filme são muito boas, a interpretação do elenco também ganha bons créditos.

Não esperava me divertir tanto (e tenho sérias dúvidas se era essa a intenção do filme). Agora eu entendo como muitas pessoas enxergam o filme do William Friedkin. O Filippo é uma comédia.

Curti bastante.

P*ta q pariu!!! achei q nunca ia sentir medo igual à quando vi "o exorcista", tava enganado...
filme P-A-V-O-R-O-S-O...
CURIOSIDADE: na época as pessoas saiam do cinema antes de terminar o filme...

Achei o filme bem pesado também. E olha que eu sou acostumada com filmes de terror de todo tipo...

Somos dois! :)

Meio complicadinho mas até q gostei

O que são aqueles efeitos superespeciais? Hm

é mesmo, finalmente um filme de exorcismo com pé e cabeça! e isso o torna, pelo menos para mim, até melhor do que "o exorcista" no que se refere à história e ao desenvolvimento dela, chegando a ser até um pouco errôneo chamar de imitação. mas... os efeitos estilo "chaves" e a atuação dos atores - com a exceção da carla gravina (ippolita) - é realmente péssima.

incomoda muito ver a cara de b*nda deles naquela cena do jantar. e a palermice dos padres nos exorcismos.

mas, como não dá para ficar sem comparar (já que tem apenas um ano de diferença entre "o exorcista" e "o anticristo"), o desfecho desse
é bastante fraquinho, sendo que eu até ri quando o irmão dela se jogou da escada (porque, convenhamos, aquela "queda" foi muito mal interpretada). e o que é aquela purificação na cruz? tipo, ok, faz sentido com o milagre lá do começo (super engraçado, preciso ressaltar), mas não é uma cruz gigante de madeira que purifica um corpo possesso. pelo menos não até onde eu sei.

o título do filme, apesar de explicado, fica um pouco perdido, porque
o anticristo seria o filho, que só é realmente mencionado umas duas vezes. e quando o padre fala que ele não ia mais nascer... mesmo? de verdade? porque eu não sabia que era preciso estar possesso para ter o filho de satanás.

enfim, algumas furadas no roteiro que, se pesquisadas e estudadas melhor, poderiam compensar os impagáveis efeitos "chaves".

Pronto, filme de exorcismo com pé e cabeça. Mesmo com os efeitos estilo "Chaves", eu gostei.

"Mergulhe seu p*u na água benta e me abençoe."
HAHAHA muito bom!

efeito chaves" hahaha pior que é bem isso.

adoro!!!!!!

vou tentar ver

Mesmo saindo na cola de O Exorcista, consegue ser assustador nem exagerr na maquiagem.

Assistir esse filme , doeu pra caramba . Quem assistiu entende .

O filme é muito bom! A atriz principal desempenha o papel de forma excelente, mas os outros atores são ruins demais. Enquanto ela está protagonizando uma cena aterrorizante, eles estão com cara de tédio, como se fosse uma coisa super normal.

Gostei da mistura da história presente com a história da outra encarnação, achei interessante e deu um toque a mais no filme.

E... o que eram aquelas pessoas super desgraçadas nos primeiros minutos do filme? Meu deus, muito bom! Chega a dar agonia.

É uma história mais complexa do que a do O Exorcista, mas é inferior a este graças algumas cenas.

vi quand era pequeno..morria de medo..queria baixr ess classico ...aterrorizant

Como diz a sinopse o filme é uma imitação de "O Exorcista".

é ridiculo.

Fonte.