quinta-feira, 17 de maio de 2018

Cobra Kai: mais do que um presente para os saudosistas, mas uma aula de como se deve fazer!



Quando você diz que uma pessoa parou no tempo, é por você não ter humildade o suficiente para aceitar o quão você é inexperiente ao lidar com os desafios da vida, e que por mais oportunidade que você tenha para mudar esse patamar, a vida não mostrará compaixão para com você. Ela está aí para botar você no chão, para mostrar o quão inútil você é, a ponto de você ver pessoas bem sucedidas e confiante ao seu redor, enquanto você é apenas um perdedor, indigno de qualquer respeito.



A série poderia caminhar ralo abaixo? Claro, por ela ser do Youtube, seria impossível acreditar que uma sequência dos filmes da franquia Karatê Kid em formato de seriado, ainda mais com os responsáveis por esta sendo os mesmos de American Pie poderia dar certo. Mas o soco na cara dos mais desacreditados (como este que vos fala) foi forte demais.



30 anos após os eventos do primeiro Karatê Kid de 1984, Johnny Lawrence (William Zabka, o melhor aluno da academia de Karatê "Cobra Kai", se encontra numa pior. Sem dinheiro e morando de aluguel, o jeito é fazer alguns bicos para sobreviver, o vilão cruel do primeiro Karatê Kid aqui se torna tão vulnerável quanto Daniel LaRusso (Ralph Macchio no primeiro filme.



O dois personagens se reencontram, num lugar no qual eles nunca deixaram. Isso por si só já transmite uma sensação de pura nostalgia ao espectador, e se você viveu a época do primeiro filme, prepare o coração, pois logo no primeiro episódio (10 ao total que encerra a primeira temporada) o sentimento de nostalgia bate forte com um trabalho de edição fenomenal por parte de um flashback. A trilha sonora musical e instrumental reforça ainda a mais a qualidade da série, você não acredita que um seriado tão perfeito em sua proposta não tenha se tornando um piloto para os cinemas.



Os novos personagens se encaixam perfeitamente na trama, e o desfecho da primeira temporada serve de ponto de partida para o ressurgimento de personagens da antiga franquia. Já que aqui, os três primeiros filmes da franquia Karatê Kid são mencionados, assim como seus respectivos personagens.



Um grande acerto, um seriado que chuta a competição e mostra como resgatar elementos da época sem botar goela abaixo no espectador. Will Smith assim como Ralph Macchio e William Zabka se encarregaram da produção.



Recomendadíssimo!



sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Liga da Justiça (o que foi que eu vi?)



s.p.o.i.l.e.r.s...........................



Abertura (Batman precisa recrutar membros para combater ameaças das quais ele não é capaz).



Trilha sonora musical deveras vergonhosa.



Super-Maravilha em ação com seus slow motions (faz a cena da Viúva Negra na abertura de "Os Vingadores" ser digna do Oscar).



Aquaman, o super-herói sem carisma + cenas de ação lamentáveis de se ver.



Lobo da Estepe e seu exército contra as Amazona voadoras (com direito a slow motion).



Ciborgue, o tristonho.



Batman (o único que se salva no filme).



Diálogos cansativos (já estava pegando no sono nessa hora).



Flash, o sem graça.



Blá blá blá... e assim vai... a fadiga chegou e não teve como evitar.



Superman retorna (não sei como, pois estava dormindo nessa hora e acordei no momento do embatezinho barato dele com Flash, Batman, Aquaman e Ciborgue).
As cenas de ação remetem a um misto de "Man of Steel" com "Mulher-Maravilha", resumindo, uma porcaria.



Hora de salvar a Terra, falas e cenas engraçadinhas completam o quadro. Superman entra em cena mas no fim é o mesmo que nada. Trabalhinho em equipe pra no fim o vilão ser facilmente vencido (VERGONHA ALHEIA!) e a paz reinar com todos felizes de ver tanto destruction porn de Snyder.



Veredito: Liga da Justiça é uma grande LIGA DA DECEPÇÃO! Uma tentativa frustrada em plagiar os Vingadores da Marvel quando na verdade perde até mesmo para um filme que é propositalmente escrachado (Ragnarok), e que ainda teve a sorte (pro azar da DC/Warner) de ter boas cenas de ação.